Classificação

7.7
Interpretação
8.5
Argumento
7.5
Realização
8
Banda Sonora

Vikings consegue, esta semana, preservar algum do ímpeto adquirido no episódio anterior, com o foco e todo quase todo o interesse limitado a Wessex.

O nome do episódio até vem curiosamente de uma cena com Hvitserk em Kattegat, uma nova cena que se soma às sucessivas questões vikings acerca de religiões e crenças distintas das suas… mas Kattegat continua sem se passar muito… aliás não se passa praticamente nada, mas felizmente parece que essas circunstâncias estão prestes a mudar com as movimentações de Bjorn e Harald. Harald parece aquele personagem que tem sete vidas e que se não cortarem o mal pela raíz, tem resiliência para dar e vender e mais tarde ou mais cedo está de volta ao campo de batalha. Contudo, a facilidade com que se troca de lado nesta série e se juntam antigos rivais de guerras passadas condiciona muito o realismo e lógica dos confrontos.

O núcleo do Floki entrou num beco sem saída, ora expulsam pessoas da comunidade, ora tentam salvá-los – e tudo isto sem o mínimo interesse para o desenvolvimento da série. Não sei se funcionaria como um spin-off, mas ter um núcleo totalmente independente do resto da série, apenas rouba tempo e força a tudo o resto… já chegava!

Em Wessex sim, continuam a residir os melhores momentos que Vikings tem para oferecer no estado actual – temos ainda a dúvida quando ao paradeiro de Lagertha, tivemos finalmente mais Bjorn em cena e com bons momentos para a sua personagem, em termos de romance e em termos de decisões e afirmações, resoluções com o passado, foi um bom episódio para ele… temos também um Ubbe a dar continuidade ao sonho inglês de Ragnar, e finalmente temos um dramático e surpreendente “jogo de tronos”.

O episódio anterior tinha deixado no ar uma importante decisão nas mãos de Alfred, face à informação que havia recebido relativamente ao seu irmão – sendo Alfred como é, condenar ou matar o irmão não seria a opção mais provável, agora o que não contava é que a própria mãe encerrasse esta trama com uma ação tão definitiva e nada própria de uma mãe – é certo que ela nunca escondeu que tinha um filho preferido e privilegiado, mas nunca pensei que chegasse a este ponto. Por isso mais uma vez a série conseguiu surpreender-me e aqui com uma cena de um brutalidade assinalável.

Veremos as reações a esta “trágica” perda – E já agora, achava curioso que Alfred sucumbisse à doença e que deixasse Wessex sem reis para reinar, mas se a série se mantiver fiel à História tal não ocorrerá uma vez que o reinado de Alfred durou cerca de 15 anos – aí sím, agitaria bastante esta guerra pela cadeira do poder. E com Elsewith grávida, nova pergunta no ar – “mas quem será o pai da criança”?

 

André Borrego