Classificação

6.2
Interpretação
5.8
Argumento
6.5
Realização
7.8
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

The Seer não previu nada de bom para os Vikings, via pouco mais do que um futuro e cenários muito negros. Confesso que me sinto muito tentado a concordar com o The Seer – tendo já regressado há quatro episódios, a série continua sem a chama e glória de outros tempos. The Lost Moment somou-se aos episódios monótonos, enfadonhos e isentos de surpresas que têm sido oferecidos nesta fase.

Permitam-me começar pelo núcleo de Floki: mais uma morte, expulsões da comunidade… E agora? O que vem a seguir? Sinceramente, não me interessa. Sempre foi uma trama que nunca conseguiu ganhar o meu interesse, sem sentido e com a agravante de privar o centro da ação de uma das personagens mais interessantes, Floki! Já o podem trazer de volta, por favor?

Em Kattegat temos um Ivar cada vez mais irracional. Sendo a parte física o handicap dele, não era suposto impor a sua liderança pela capacidade cerebral e estratega que caracterizava Ragnar? Todo aquele circo montado no final do último episódio – com grande intensidade visual e eloquência nas palavras e desempenho de Alex Andersen, mas sem propósito – de matar uma “falsa” Lagertha foi com que finalidade? Acho que os fãs desejam o confronto real e não sacrifícios de fachada. A questão que fica é se Ivar acredita mesmo no que está a fazer e enlouqueceu de vez com o seu ego divino ou se apenas quer fazer os outros todos de parvos! No meio dos parvos há uma voz que parece querer levantar-se. Nunca acreditei muito no futuro de Hvitserk, nunca torci por ele, mas o The Seer, no meio de tanta escuridão, previu uma potencial façanha para Hvitserk, nunca antes atingida por outros. Se isso envolver o fim de Ivar, “compro já”!

Com o núcleo de Floki e Ivar realmente pouco interessantes, a esperança reside em Wessex, onde se começa a desenhar cada vez mais um conflito entre a frente liderada por Finehair e os cristãos de Alfred, reforçados por alguns vikings “convertidos”. Este episódio trouxe-nos duas dúvidas neste lado da batalha: será que o irmão de Alfred, Aethelred, é o seu braço direito ou será o primeiro a traí-lo de entre os vários candidatos a fazê-lo? Pela expressão dele nas cenas finais do episódio, a dúvida está claramente presente. Por outro lado, temos o impacto da interferência de Magnus que divide opiniões entre os filhos de Ragnar e Lagertha. Se por um lado temos um Bjorn que acredita, temos Hubbe e Lagertha incrédulos em relação à sua história. Acreditarem ou não em Magnus condiciona decisivamente o papel que cada um destes vikings desempenhará na batalha que se avizinha.

Acabar com mais uma das poucas personagens que ainda tinha interesse com as suas aparições e palavras enigmáticas não contribui em nada para que a série se possa reerguer, muito pelo contrário. Deixem as conversas, saquem das espadas, rumem à batalha, queremos o espírito viking guerreiro de volta!

André Borrego