Classificação

7.8
Interpretação
7.4
Argumento
6.5
Realização
7.1
Banda Sonora

Contém spoilers!

Diretamente da Austrália e para o serviço de streaming da Netflix chega Tidelands. Escrita e criada por Stephen M. Irwin e Leigh McGrath, foi produzida pela  Hoodlum Entertainment.

A série retrata a história de Cal McTeer (Charlotte Best), uma ex-condenada que volta a Orphelin Bay, uma pequena vila piscatória onde morava antes de ser presa (acusada injustamente, alega), quando é encontrado um corpo mutilado de um dos pescadores.

Cal tem agora como objetivo reivindicar o que a ela lhe pertence e desvendar os segredos daquela vila a que chama casa, investigando os seres atraentes e perigosos, metade sereia metade humano, chamados Tidelanders.

Para piloto está deveras bem conseguido. Desperta o interesse, mantém o espectador atento captando a curiosidade de saber mais, e acabando num cliffhanger que faz chorar por mais.

É de realçar a presença de um ator brasileiro no elenco: Marco Pigossi, no papel de Dylan. Dylan é um Tidelander (e se estes seres são supostamente belos e de fazer cair o queixo, a escolha está bem muito bem feita), e Maro Pigossi rouba a atenção a qualquer outra personagem que apareça a seu lado no ecrã. Até mesmo de Adrielle (Elsa Pataky) que basicamente é a “rainha” ou a big boss dos Tidelanders, e ela é implacável quando algo não acontece como ela pretende. Interpretação excelente trespassando suspense em volta da personagem, criando sentimentos mistos em redor da mesma.

Quem eu adorei ver foi Aaron Jakubenko (The Shannara Chronicles) como Augie McTeer. Ele é o irmão de Cal, que após a morte do pai, e da prisão da irmã, se fez à vida e criou um império de contrabando tendo diversos negócios com Adrielle e os Tidelanders, que poderão vir a ser a sua queda se não souber ter cuidado.

A história é interessante e bem diferente de Siren, por exemplo, que também está relacionada com sereias. Capta o interesse e há logo ali um ship entre Cal e Dylan que promete fazer a cabeça dos fãs. Fiquei entusiasmada e, assim que tiver tempo, está na lista para a maratona.

Margarida Rodrigues Pinhal