Classificação

9.2
Interpretação
9
Argumento
9.2
Realização
9
Banda Sonora

A dois episódios da mais aguardada season finale de The Walking Dead dos últimos tempos, esta semana fomos presenteados com o comummente chamado “encher chouriços”. Scars não passou de um filler episode, mas isso não quer dizer que não tenha sido um episódio espetacular. Muito pelo contrário, foi de arromba!

Focado essencialmente nos acontecimentos decorridos cerca de, diria, sete meses depois do desaparecimento de Rick, este 14.º capítulo deu-nos a hipótese de ficar a conhecer um pouco daquilo por que Michonne passou. Confesso que já não me lembrava que ela tinha tido um filho de Rick. O enredo dos Whisperers tem ocupado grande parte dos meus pensamentos e, na verdade, este tópico ainda não tinha sido abordado de forma concreta.

Ao início pensei que o episódio se fosse destacar pelo sua monocromia e história pouco apelativa. “Vamos lá passar 45 minutos a ver flashbacks duma coisa que não interessa, porque não tinham conteúdo suficiente das outras histórias para três episódios”, foi o que me passou pela cabeça. Contudo, esta foi uma daquelas raras vezes em que me enganei e ainda bem!

Michonne e Judith tiveram o grande protagonismo de Scars e penso que é possível estabelecer um paralelismo claro ao longo de todo o episódio: por um lado, temos uma Judith com 9/10 anos que aparenta ter bem mais. Olhamos para ela como uma pequena grande adulta, que sabe tomar conta de si e até consegue fazer interpretações de certas situações melhor do que muitos. Por outro, temos a criança com 9/10 anos que precisa da mãe e de alguém que olhe por ela.

Mas que espécie de montanha-russa de sofrimento foi esta pela qual Michonne passou?! Que h-o-r-r-o-r! A minha cara durante aqueles minutos de confronto com as crianças foi de puro terror! Quem é que faz aquilo a uma mulher grávida?! Não sei como é que o puto nasceu saudável e sem mazelas ou como é que aquela pancadaria toda não lhe provocou um parto prematuro. Ufa! Que momentos de angústia. No entanto, é disto que TWD é feita: de cenas que despertam no espectador emoções genuínas.

A vilã deste episódio foi interpretada por Rutina Wesley. Alguns de vocês talvez a conheçam de True Blood, onde deu vida a Tara. Devo dizer que assim que a vi ao portão de Alexandria pressenti logo que algo de mau iria acontecer. Se este reencontro entre as duas amigas tivessem corrido bem, então Jocelyn ainda estaria na comunidade no tempo presente. Como não estava, coisa boa não vinha aí de certeza. Mas raptar as crianças? Low move.

Já repararam em como Judith é uma pequena versão de Carl? Mesmo sabendo todas as coisas imperdoáveis que Negan fez (como matar Glenn), esta minúscula criatura teve capacidade para o perdoar. Impressionante! Só poderia ter sido criada pelo conjunto de pessoas que foi. Rezo aos deuses das séries para que nada lhe aconteça!

Beatriz Caetano