Classificação

8
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
5.5
Banda Sonora

São várias as séries que nos últimos tempos têm desafiado o conceito normal do que é este registo e têm tentado dar nova vida àquilo que por si só já era uma receita de sucesso.

No caso de The Romanoffs o conceito é simples: acompanhar histórias de vida de pessoas que se julgam descendentes dos Romanoff.

Embora de forma subtil, o princípio é imposto desde as personagens até à localização. Paris, um apartamento histórico e uma senhora com costumes e postura à antiga, digna de uma Anastasia Le Charnay. Nada é dito de forma explícito, apenas que a sua ascendência é russa, aquele apartamento histórico veio de família e que tem um ovo Fabergé…

E no fundo a história do episódio não gira à volta de nada disto: a história é simplesmente um sobrinho com interesse numa herança que teima em não chegar porque a tia Anushka ameaça, mas não morre. E se ele ainda consegue lidar com isso e ver como um compromisso de família, a sua esposa não parece ser da mesma opinião. Mas tudo pode mudar quando uma nova cuidadora de Anastasia entra em casa e assume um lugar que pode pôr em risco todo o investimento de tempo que já foi feito pelo apartamento; só mais uma história de guerras por heranças e ganância desmedida, algo que acontece nas famílias pequenas e sem nome e, aparentemente, nas grandes também.

A premissa é muito boa e sendo que, de episódio para episódio, vão ser acompanhadas pessoas diferentes com histórias diferentes não se pode retirar toda a base de como vai ser organizada a temporada. No entanto, a romantização excessiva que se nota nesta primeira amostra da série pode tornar-se um ponto negativo já que torna um cenário realista num “conto de fadas” pouco ajustado à realidade.

De salientar uma boa escolha de elenco, com Marthe Keller no papel principal a ter uma interpretação irrepreensível.

Júlia Pinheiro