Classificação

6
Interpretação
6.5
Argumento
7
Realização
5
Banda Sonora

Para continuar a onda de dezembro, a Netflix aposta mais uma vez numa série internacional! The Protector é a primeira série turca da plataforma e já estão disponíveis os 10 episódios da primeira temporada.

Com Istambul como pano de fundo, esta série de fantasia segue a história de Hakan, um jovem que tenta sair do mundo do crime e que pretende começar um negócio com o seu amigo e colega de casa, Memo. Sente-se desmotivado porque tem grandes sonhos e planos para a sua vida e, no entanto, toda a gente lhe diz que não será capaz e tudo parece correr mal. A grande reviravolta na vida de Hakan, de desempregado infeliz a super herói, acontece por causa de uma camisola!

No início do piloto é dada a conhecer a vida de Hakan e as suas relações com diversas pessoas, um elemento clássico de episódios pilotos que tentam introduzir as suas personagens principais. Apesar do episódio se esforçar bastante neste aspeto (a série chega a parecer exclusivamente um drama), esta parte nunca chega a ser aborrecida porque existe ação constante. Peca por ter alguns clichés mas consegue proporcionar um bom balanço entre a introdução das personagens e ação.

Mais para o fim do episódio é introduzido o elemento de fantasia e a grande reviravolta da série. Não queria deixar muitos spoilers mas até achei interessante a forma como usaram um objeto tão comum como uma camisola para revelar os poderes e todo o mistério envolvente, provando que não é necessário utilizar um objeto mágico super misterioso para escrever uma série de fantasia. Infelizmente, este detalhe foi a única parte que gostei da história, já que tudo o resto me pareceu demasiado dramático e uma fórmula usada e repetida por muitas outras séries deste género.

Algo que me incomodou bastante e que não posso deixar de mencionar foi o facto das personagens femininas parecem só estar lá para apoiar storylines de personagens masculinos, com poder superior a elas. Trabalham todas para um chefe ou, no caso da personagem feminina que irá estar mais conectada com Hakan, esta diz-lhe literalmente que está lá para lhe ser leal. Em 2018 acho que já não há desculpa para continuar a escrever estas cenas, mesmo que alguns escritores se tentem “encobrir” com a desculpa do enredo.

Gostei mais da primeira parte do episódio, quando vi algum desenvolvimento nas personagens, mas a parte da fantasia deixou bastante a desejar. Não acho que o episódio tenha sido nada de outro mundo, mas acho que se vê bem. A ação constante faz-nos querer sempre descobrir o que vai acontecer a seguir.

Ana Oliveira