Classificação

8.2
Interpretação
8
Argumento
9
Realização
8.8
Banda Sonora

[Contém spoilers]

“I am not a monster unless I need to be”

Sendo afinal esta 2.ª temporada de 16 episódios, “no Mercy” não foi uma midseason finale, mas realmente soube a uma. Finalmente tivemos um episódio efetivamente satisfatório e sem dúvida o melhor até agora nesta temporada.

Atualmente quem realmente carrega a série são os “vilões”, Inner Circle, as estrelas de The Gifted. E se o episódio desta semana se chamava “no Mercy” também poderia facilmente ter-se chamado Reeva. As janelas pelas quais espreitámos para o passado e futuro desta mutante foram impressionantes para aprendermos mais sobre ela e no fim perguntamos: será Reeva mesmo uma vilã?

Parte da resposta é-nos dada no final do assalto ao banco Creed Financial que, voltando um pouco atrás, contra as minhas baixas, expectativas foi realmente impressionante. O plano era sólido, cada um teve a sua função a desempenhar, a entrada no banco foi glamorosa e aquele cofre em adamantium foi a cereja no topo do bolo. Um pequeno ponto que apreciei bastante foi o continuar do crescimento da relação entre Esme e Lorna.

Cada vez se notam mais parecenças entre Reeva e, por exemplo, Magneto; ambos forjados devido a passados traumáticos que os moldaram para o que são no presente. Reeva é uma revolucionária que por vezes não escolhe o caminho mais pacífico e solta o monstro dentro de si, no entanto as suas intenções e o seu objetivo final têm valor e são dignas.

Ao contrário de Rebecca, no entanto, os seus traumas não a fizeram odiar humanos e o que ela pretende é apenas um lar onde os mutantes possam ser livres. Já Rebecca, aka Twist, se consegue ganhar força com aquilo que passou no hospital, as cicatrizes que lá ganhou são demasiado profundas para que possa simpatizar com aqueles que lhe fizeram isso. A linha entre culpados e inocentes desaparece e para ela o inimigo são os humanos. E quem sabe estas ideias dela poderão vir ainda antes de ter sido internada caso o massacre da sua família tenha mesmo sido sua culpa. O que será que Reeva fará?

Se por um lado temos o Mutant Uprising a ganhar poder, também o extremo oposto, neste caso sob a forma dos Purifiers, aproveita a situação para reunir uma oposição notável. Jace Turner vai assim subindo na cadeia do grupo e prepara-se para se tornar a face dos Purifiers. Cada passo que dá, ao contrário do que pensa, o afasta mais da mulher e de honrar a memória da filha.

O que dizer do Mutant Underground? É compreensível que muitos dos seus membros estejam sem esperança e a virar-se para o outro grupo de mutantes que mostra resultados. Também acho que os produtores deviam contratar Clarice para a sua equipa porque ela faz sempre as perguntas certas. Mas a verdadeira questão é: se os produtores sabem que estão a fazer do Underground um grupo sem esperança é porque têm um plano na manga para reverter isso, certo? Já nos custa apoiá-los quando os vemos a quebrarem em todas as direções e quando nem sequer conseguem ajudar mutantes, nem sequer um único mutante… Qual é a razão da sua existência então?

Enquanto o Mutant Underground definha a um ritmo alarmante, mais e mais apoiantes gritam pelo Mutant Uprising. Será só no universo de The Gifted ou também temos no público apoiantes do Uprising?

Agora que tivemos um gostinho do material bom queremos mais disso em “the dreaM”. Lorna não acha que Dawn esteja segura perto de Rebecca, talvez esteja na hora de procurar a ajuda do pai da crinça. E será que veremos Polaris no seu fato dos comics? Não percam o próximo episódio daqui a duas semanas. Até lá, não temam o que não conhecem!

Emanuel Candeias