Classificação

8.1
Interpretação
8.2
Argumento
8.6
Realização
7.9
Banda Sonora

[Contém spoilers]

The drama is strong in this one!

Apesar do abrandamento no enredo principal, este abrandamento foi importante para florescer a caracterização das personagens e permitir um crescimento em cada uma delas.

Barry, Caitlin e Cecille estiveram particularmente bem neste episódio, mas foi a complementação da ajuda que eles forneceram que fez surtir realmente um efeito em Iris, Cisco e Nora, respetivamente, que no final funcionou tão bem.

Alegre, simpático e bem-disposto é o Barry Allen que melhor conhecemos e adoramos. O seu esforço para animar Iris foi não só romântico como muito dentro da personagem, sem falar que também nos entregou uma carinhosa primeira dança entre os dois.

Uma ideia assim para o ar era pedir a Dolores Umbridge (professora de Hogwarts na saga Harry Potter) que fosse educar a Team Flash e obrigá-los a escrever “Eu não devo contar mentiras”. É que passadas cinco temporadas nenhum dos elementos aprendeu ainda a não mentir e a guardar segredos uns dos outros. Tirando este irritante plot device, o diálogo final entre Cisco e Caitlin foi muito sentido e uma das melhores cenas do episódio.

Cecille é raramente bem utilizada na série, mas neste episódio conseguiu ter um papel crucial ao mostrar-nos e a Nora a heroína que existe em Iris West. Nora foi uma excelente adição nesta temporada, mas é preciso cautela para não exagerar no drama entre mãe e filha, assim como também na falta de experiência e erros que ela comete como XS. Esperemos assim que este episódio tenha sido um ponto de viragem para se deixar o futuro para trás das costas e seguir com o presente e com as pessoas que elas são no agora.

Khione, filha do vento do Norte. Cicada não apareceu neste episódio, mas a investigação pela procura do pai de Caitlin, Thomas Snow, deu alguns resultados. Estaremos perto de descobrir a verdadeira origem das habilidades meta-humanas de Caitlin? E quem é que não tem saudades de Killer Frost? Pessoalmente acho que prefiro o nome Khione a Killer Frost.

Apesar das motivações de Ragdoll não terem sido as mais originais ou complexas de sempre, a personagem acaba por ser uma boa adição à galeria de rogues de Flash devido ao retrato da personagem em si e das suas habilidades. Conjugando elementos de Saw e movimentos de O Exorcista, Ragdoll é sem dúvida um vilão arrepiante. Pontos extra para o protagonismo dado a Ralph no salvamento de Barry e pela atitude corajosa de Iris em atirar-se do prédio.

Factos do Channel 52:

  • Peter Merkel, aka Ragdoll, foi introduzido na DC Comics originalmente em Flash Comics #36 (1942). Nos comics, ao contrário de na série, o vilão não é um meta-humano e as suas habilidades de super-agilidade devem-se apenas a ser um mestre de contorcionismo. Além disso, este vilão é um adversário de Jay Garrick, sendo originário da Terra-2. Sabiam que quem dá o corpo a Ragdoll na série é o contorcionista Troy James, que entrou na 13.ª temporada de America’s Got Talent?
  • (Atenção! Possíveis spoilers): numa cena filmada, mas que acabou por ser cortada, vê-se Ragdoll a chegar a Iron Heights e a travar amizade com o Weather Wizard. Será que veremos no futuro um team-up entre os vilões?
  • Os nomes que Cisco dá aos novos satélites: Hal, Robbie, Data e Colossus, são todas referências a I.A. existentes na cultura pop. Hal do filme 2001: Space Odyssey (1969); Robbie, aka Robbie the Robot, do filme Forbidden Planet (1956); Data da série Star Trek TNG (1987-1994) e Colossus do filme Colossus: The Forbin Project (1970).
  • Sabem qual a banda desenhada que Ralph leu para se inspirar no seu novo método de transporte? A de Spiderman da Marvel, claro.

“All Doll’d Up” contou-nos bons dramas e tratou bem as suas personagens, deu-nos um interessante novo vilão e algum desenvolvimento na procura do pai de Caitlin. Apesar de tudo isso, The Flash precisa de começar a focar-se nos seus enredos principais e dar-nos algumas respostas em relação a Cicada e à timeline futura de Nora, criando o suspense e envolvimento de que a temporada necessita.

“The Icicle Cometh” promete dar-nos a resposta ao puzzle de Thomas Snow e por isso é um episódio a não perder. Até lá, boas corridas!

Emanuel Candeias