Classificação

8.8
Interpretação
8.4
Argumento
9
Realização
8.6
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Got to get back — back to the past… Samurai Flash

Esta semana, com o derradeiro regresso de The Flash, fomos levados a uma perfeita excursão que começou na escuridão e no desespero, vendo os heróis caídos de um futuro eminente, mas que terminou com a mais alegre das faíscas de uma esperança imbatível. Apesar de uns solavancos ao longo do episódio, a série deixa-nos excitados e curiosos com o que aí vem e com as gigantescas revelações e batalhas finais.

Seja em The Flash ou em Legends of Tomorrow, as viagens ao futuro raramente são agradáveis. Que péssimo presságio ver sempre o futuro em miséria, deixa-nos mesmo a pensar: de que vale toda a luta e esforço que se está a ter no presente? Para além disso, uma coisa é vermos que a nossa versão de outra Terra é maligna (ok, não é fixe, mas não somos propriamente nós), ou revisitarmos um período baixo do nosso passado (deprimente, mas melhores dias virão), mas a nossa versão do futuro ser um emo gótico das trevas… é razão mais do que suficiente para pedir a reforma antecipada.

Ninguém da Team Flash está propriamente bem (tirando HR, esse quase que ganhava uma entrada no Playbook do Barney Stinson), mas o que aconteceu a Cisco e a Wally é mesmo de partir o coração. Iris foi morta, Caitlin desapareceu por completo só deixando Killer Frost, que ainda por cima está presa e com Julian a fazer de guarda; Cisco perdeu as suas mãos e poderes na luta com a melhor amiga; Wally está paralisado de corpo e mente, Joe abandonado e Barry é um eremita que após ter derrotado Savitar não vê mais sentido na vida. Até a própria cidade de Central City está em ruínas e existe crime por todo o lado (a ARGUS tirou umas férias?).

Apesar de custar ainda não ser desta que sabemos a identidade de Savitar, o episódio destacou-se porque foi realmente surpreendente e inovador. Não tivemos tudo a correr mal como na maioria das viagens temporais de Barry, mas também não tivemos as respostas simples e imediatas que levaram Flash a 2024. Carlos Valdes esteve genial com a resiliente versão futura de Cisco e Grant Gustin também conseguiu balancear agradavelmente as duas versões de Flash. HR mostrou que é um escritor de sucesso e quebrando a 4.ª barreira é também um sucesso como realizador. Sim, porque na realização deste episódio esteve o único e incomparável Tom Cavanagh.

Top e Mirror Master encaixaram-se bastante bem como vilões da semana. Têm uma boa dinâmica como duo e os seus poderes a funcionar em conjunto, principalmente com os efeitos especiais, estiveram de louvar.

Que tal o fato do Flash de 2024? Melhor ou pior que o de 2017? Eu achei bem porreiro!

Estamos no sprint final e daqui a um mês tudo estará terminado. Será que Iris irá sobreviver? Irá a revelação de Savitar abalar-nos tanto quanto ao Wally de 2024? Aguenta, coração!

Não sei se vos pareceu o mesmo, mas a personagem a sair de Savitar parecia mesmo Ronnie! No entanto, isto é de certeza uma maneira de os produtores nos despistarem. Eu continuo a apostar numa versão de Barry Allen.

O próximo episódio, “I Know Who You Are”, é imperdível! Não só poderemos ver o novo fato de Killer Frost e quem sabe teremos a esperada batalha de Killer Frost vs. Vibe, mas acima de tudo parece que após meses de mistério a identidade de Savitar vai ser revelada!!! Quem anda a par das notícias já se começou a preparar, mas quem não anda é melhor arranjar uma cadeira. É que se és daqueles que não gostaste do final da 6.ª temporada de The Walking Dead então não te esperam boas notócias. Segundo informações dos produtores, esta temporada irá terminar com um grande cliffhanger. No entanto, também não é nada a que os fãs de The Flash não estejam habituados, desde o final da 1.ª temporada com um buraco negro prestes a engolir Central City e com Barry a criar o Flashpoint ainda na season passada. Até lá, boas corridas!

Emanuel Candeias