Classificação

8.5
Interpretação
8.3
Argumento
8
Realização
7.4
Banda Sonora

Duvido muito que fosse o objetivo dos produtores, mas Supergirl é uma série que tem vindo a crescer ao longo do ano, mais ou menos ao ritmo de Kara. Tal como Kara, a série tem vindo a definir-se e a afirmar-se como uma potencial série estreante a merecer renovação, apesar de a CBS ainda não ter dado a luz verde de que andamos à espera.

Ora bem, Kara saiu da spotlight esta semana e deu lugar a J’onn J’onzz e todo o mistério à volta de Hank Hanshaw e Jeremiah Danvers. O extraterrestre revelou-se ao mundo a semana passada, de modo a salvar Kara. As consequências de tal ato mostraram-se neste episódio. Uma Lucy Lane bem chateada e James Harper conduziram uma nada amigável entrevista ao ex-diretor do DEO, em que ele revelou o que aconteceu ao pai Danvers e a Hank. Hank era um sanguinário e o mundo não ficou muito vazio sem ele. J’onn, no comando do DEO, foi uma arma poderosa. Sendo ele próprio um ET, ajudou as pessoas sob o seu comando a não temê-los.

Já Alex também teve direito a flashbacks, em que foi revelado que ela andava numa vida boémia antes de Hank (aka J’onn) a ter recrutado para o DEO. Viver na “sombra” de Kara não foi mesmo nada, nada fácil para Alex. E não é assim tão complicado não compreendermos o lado dela, por muito adorável e inocente que fosse/seja Kara. É bem visível a lealdade de Alex para com o patrão/amigo/pai emprestado. Kara não podia fazer nada quanto ao interrogatório, mas ainda teve uma palavra a dizer quando os levavam para o Projeto Cadmus.

Antes de continuar, uma palavrinha sobre isto. Parece que Cadmus é uma espécie de laboratório onde fazem dissecações e a principal razão pela qual Clark não trabalha para o governo. Até aqui muito bem. Mas porque é que James não disse isto a Kara mais cedo? Ou mesmo o primo? Kara tem de saber para quem anda a trabalhar e com o que anda a lidar. Que grande falha.

De qualquer maneira, enquanto fugiam, Hank apagou as memórias de James e descobriu que Jeremiah Danvers ainda estava vivo, no Projeto Cadmus. Já me tinha esquecido que Berlanti tem grandes, enormes problemas em matar personagens. Mas pode que saia algo de interessante desta história. Pergunto-me como e em que estado estará o pai Danvers depois de todos estes anos.

Já Siobhan optou pela via da vingança e abraçou o seu papel de vilã. Amargurada por ter sido despedida pela Kara versão Kryptonite Vermelha e por mais ninguém a contratar na cidade (Cat não brinca), resolve estragar a vida a Kara. No entanto, Cat não é burrinha e descobre logo as artimanhas da ex-empregada através… da velocidade de escrita? Não teria sido mais fácil verem as câmaras de vigilância? Ao cair do edifício, Siobhan descobre o seu grito supersónico. E é assim nasce a Banshee Prateada, o próximo grande problema de Kara. E uma namorada a menos para Winn. Coitadinho.

A explicação que Kara deu a Lucy sobre o motivo de todas as mentiras, de todos os disfarces, foi verdadeira, sentida e tão real. E era exatamente aquilo que a mana da Lois Lane estava a precisar de ouvir para passar para o lado de Kara e colocar os seus problemas com James de parte. Esta série é sobre mulheres poderosas. Os dramas amorosos ficam de parte, por um bem maior. Estou entusiasmada com o seu papel de nova diretora do DEO (mesmo que seja temporário). Ela sempre se escondeu no exército e não me parece que alguma vez tenha colaborado com Clark. Será que é desta que aceita os extraterrestres?

Para a semana temos vilãs em dose dupla! Siobhan e Limewire. Quem está preparada/o e excitada/o com a visita de Barry Allen? Eu cá mal posso esperar por vê-lo trabalhar com Kara e companhia!

Maria Sofia Santos