Classificação

8
Interpretação
8.5
Argumento
8.2
Realização
7.8
Banda Sonora

Que alívio! Depois de dois episódios tão mornos, estava com receio que Supergirl estivesse a entrar numa espiral sem salvação. Este décimo episódio veio mostrar-nos que a história de Kara Danvers ainda tem muito para contar.

A senadora Miranda Crane chegou a National City com mais uma propaganda anti-aliens. Outra para se juntar ao clubezeco de Maxwell Lord (que se manteve agradavelmente fora do episódio, graças a Deus!).

Contudo, esta semana outras águas foram exploradas. Os extraterrestres não queriam nada com Kara, mas com J’onn. Foram os Marcianos Brancos que destruíram os Marcianos Verdes, sendo Hank o único sobrevivente. Que história trágica! Viu a mulher e as duas filhas arder e a sua raça perecer. Está explicada a sua afinidade com Kara!

Hank é uma excelente personagem e este episódio, que muito girou à sua volta, não desapontou. Revelaram o que aconteceu há todos aqueles anos atrás e vimos os papéis invertidos. Por norma, é Hank que coloca Kara, e até Alex, com os pés bem assentes na terra. Desta vez foram elas a impedir que Hank se transformasse num assassino, mas honestamente não entendi porque é que o pararam. E se o outro contactasse a sua raça e causasse um caos na Terra semelhante ao que aconteceu no planeta deles?

Na CatCo houve outra espécie de drama. Adam Foster chegou a National City, o que marca a primeira aparição do marido de Melissa Benoist e ator de Glee, Blake Jenner na série. O ator é adorável e a química com Kara é incrível (por razões óbvias). A maneira como Cat lidou com a vinda do filho foi muito própria. Acho que para as pessoas conhecerem Cat têm de conhecer Kara também. Neste momento, é a Supergirl que melhor conhece a magnata. Agora que vai ficar na cidade por uns tempos, o que trará Adam Foster para a série?

Já que falamos em pretendentes para Kara, senti saudades do Winn. Claro que ele agora anda meio afastado de Kara pelo seu amor não correspondido, mas ele faz tanta falta! Ele é a Felicity, o Cisco de Supergirl. E nós precisamos dessas personagens. Sempre! Portanto, a Kara e ele que se entendam! Arranjem uma namorada para o Winn ou assim.

Foi um episódio muito, muito bom. Dos melhores até agora. Mesmo sendo histórias separadas, as de Cat e Hank estavam ligadas pela família, pelos arrependimentos do passado e o medo de os encarar. E pela relação com Kara. Ela olha para os dois como se fossem os pais que perdeu. Para salvar o mundo é preciso a família a seu lado e Kara tem a sorte de ter família no DEO e na CatCo.

E aquele final, pessoal? Lord finalmente tirou a rapariga do armário (no pun intended) e lançou-a em National City. A Supergirl a causar o caos. Uma Supergirl má. Vamos a isso?

Maria Sofia Santos