Classificação

5.8
Interpretação
7
Argumento
6.5
Realização
7
Banda Sonora

Ora bem, é mesmo disto que eu gosto. A Netflix a apostar à grande e à francesa em países sem ser os EUA ou Reino Unido (continuo a chorar por uma série portuguesa, mas com a sorte que temos ainda nos calha uma minissérie biográfica da Cristina Ferreira e a sua infância na Malveira).

Eu adoro Netflix, adoro séries de fantasia e trabalho e falo todos os dias e a toda a hora espanhol no meu emprego. Portanto, Siempre Bruja, a primeira série original Netlix feita na Colômbia interessou-me e muito. A premissa não era muito original, mas nem todos podem ser Senhor dos Anéis Game of Thrones, não é verdade?

Bom, Siempre Bruja, tal como o nome indica, centra-se numa bruxa chamada Carmen. Graças a Deus, adorei-a e adorei a atriz, Angely Gaviria! Teve uma prestação natural e inocente tal como a própria Carmen. Um sorriso lindo e contagiante e um cabelão de sonho.

Enquanto aplaudo o cenário sul-americano e a protagonista cativante, tenho de criticar vários aspetos deste episódio piloto. Primeiro… então, mas continuam a fazer a história em que a escrava/criada se apaixona pelo patrão? Meu Deus, isso é tão da década passada! Sim, pobre Carmen, que se apaixonou pelo Cristobal, um riquinho que não vê estatuto social nem raça. Que rico menino do Cristobal que ensinou a amada a ler e a escrever. S-E-C-A! E desnecessário! Cristobal só apareceu cinco minutos e já não gosto dele. Para ser honesta, todas as cenas no século XV foram péssimas. Espero que Carmen nunca mais volte. As cenas foram forçadas e todos os atores pareciam amadores. E falavam todos tão lentamente que parecia que nos estavam a ensinar a língua.

Outra coisa que me fez impressão foi o quão fácil foi para Carmen ambientar-se ao século XXI. Vimos a sua confusão inicial, mas uma pessoa que viajou mais de quinhentos anos no tempo estaria a gritar de trinta em trinta segundos: CHÔÔ, SATANÁS!

Portanto, Carmen tem uma missão para fazer no século XXI, mas como é óbvio vai ter algumas dificuldades pelo caminho. Obviamente, nada podia ser assim tão simples. Fiquei agradavelmente surpreendida pelo facto de o ponto central da série ser a universidade. Acho bastante interessante e achei o campus lindíssimo. Carmen é uma mulher inteligente… até que ponto não se envolverá com a atividade estudantil e perceba que se calhar voltar para o passado não é o melhor plano.

Em suma, Siempre Bruja não é uma série genial nem brilhante. É muito mediana, na verdade. No entanto, temos alguns pontos a favor. Os episódios, para uma série de drama, são curtinhos, portanto pessoas que não têm tempo para nada podem aproveitar (tipo eu, que ando há uma semana para arranjar tempo para ver os últimos dois episódios de Sex Education – e sei bem que há pessoas que andam bem mais!), tem uma excelente protagonista e passa-se na linda cidade de Cartagena. E, claro, há sempre hipóteses de melhorar. Nunca julgar uma série pelo seu episódio piloto. Exceto Game of Thrones. Game of Thrones é vida desde o primeiro minuto do primeiro episódio!

Maria Sofia Santos