Não é apenas na Fall Season que existem boas séries. Chegamos à Mid-Season: o período que separa o outono do verão. Este ano, está recheada de grandes eventos para todos os gostos seriólicos. Contudo, resolvemos selecionar aquelas séries que achamos que não podes perder, porque nós também não… vamos.

9-1-1

9-1-1 – Estreia a 3 de janeiro

Sinopse: A série explora a pressão existente sobre a polícia, paramédicos e bombeiros, os primeiros a enfrentar situações de emergência assustadoras. Para além disso, ainda têm de saber conciliar o seu trabalho exigente com a vida pessoal.

Porque queremos ver: Ryan Murphy já nos habituou a séries com temáticas completamente distintas umas das outras, mas o seu nome está associado a um certo selo de qualidade e os principais nomes do elenco desta nova aposta, Connie Britton, Peter Krause e Angela Bassett só veem ajudar a aumentar a curiosidade. Além disso, o universo do mundo das emergências é muito vasto e parece prometer um certo distanciamento das habituais séries policiais e/ou médicas.

Hard Sun

Hard Sun – Estreia a 6 de janeiro

Sinopse: É um drama criminal pré-apocalítico, centrado em dois detetives (interpretados por Jim Sturgess e Agyness Deyn) que são obrigados a trabalhar em conjunto, apesar de não se entenderem, de modo a proteger aqueles de quem gostam da destruição que se avizinha.

Porque queremos ver: Do criador de Luther, Neil Cross, que desperta, por si só, a curiosidade de ver este novo projeto, alia-se o facto de ser uma série britânica com seis episódios, o que por norma é sinónimo de qualidade, uma vez que não se estende para além da história que está por contar. Tendo em conta o que já foi revelado, a série aparenta também oferecer uma explosão de adrenalina a cada episódio, onde a necessidade de proteger quem se ama será mais forte do que o desconhecido, levando a uma união de forças e a ultrapassar qualquer barreira que possa surgir.

Burden of Truth

Burden of Truth – Estreia a 10 de janeiro

Sinopse: A série canadiana centra-se em Joanna Hanley (Kristin Kreuk), uma advogada de sucesso que tem de regressar à sua pequena terra natal para seguir o caso de uma doença misteriosa que está a afetar um grupo de raparigas.

Porque queremos ver: A informação não é muita e, neste caso, isso funciona de forma positiva, pois leva-nos logo a colocar uma série de perguntas, quer acerca da própria doença ou de se estar apenas a manifestar em jovens raparigas. Quando se fazem perguntas, procura-se uma resposta e ela estará na série, evidentemente. A história da profissional de sucesso a voltar à terra natal não é propriamente nova, mas costuma haver um certo encanto nas cidades pequenas, que quase parecem ter uma ‘vida’ própria. Além disso, poderá ser uma boa aposta para quem quiser fugir às séries americanas ou britânicas.

britannia

Britannia – Estreia a 18 de janeiro

Sinopse: A série britânica decorre no ano 43 d.C., quando o exército imperial romano tenta conquistar a Britânia, que aqui é retratada como uma terra misteriosa, comandada por mulheres guerreiras e poderosos druidas.

Porque queremos ver: Celtas, druidas e romanos em guerra aberta, a nova série britânica promete batalhas épicas aliadas à fantasia e um toque de humor negro, sem esquecer os efeitos especiais e paisagens de encantar e, claro, mulheres poderosas. Outro ponto positivo é ainda o facto de a temporada completa ficar disponível na data da estreia, o que é ótimo para uma maratona.

Counterpart

Counterpart – Estreia a 21 de janeiro

Sinopse: Série de espionagem e ficção científica centrada em Howard Silk (J.K. Simmons), um trabalhador das Nações Unidas que descobre que a agência onde trabalha funciona como um portal entre dois universos e até acaba por conhecer a outra versão de si mesmo (counterpart).

Porque queremos ver: J.K. Simmons a dobrar, universos paralelos, ação, espionagem, conspiração, suspense e mistério, tudo junto num enredo com infinitas possibilidades de rumos na história. Adicionalmente, tem a seu favor ser transmitida pela STARZ, a mesma casa de séries como Outlander, Spartacus, American Gods e Black Sails.

Waco

Waco – Estreia a 24 de janeiro

Sinopse: É uma minissérie baseada na história verídica de uma seita religiosa liderada por David Koresh (Taylor Kitsch). Em 1993, a sede no Texas foi cercada pelo FBI durante 51 dias e tudo culminou num grande incêndio e várias mortes.

Porque queremos ver: Os cultos ou as seitas, como lhes queiram chamar, parecem sempre envoltos em mistério, mas é sabido que costumam dar boas histórias. Para aqueles de nós que pensam que nunca seriam ‘seduzidos’ por uma seita, é uma forma de conseguirmos compreender o porquê de outros o terem feito, de conhecer melhor o líder e a ‘máquina’ por detrás tudo, bem como os membros que fizeram dela o que são. Além disso, é um pedacinho recente da história americana e que, por essa proximidade temporal, parece mais real.

Altered Carbon

Altered Carbon – Estreia a 2 de fevereiro

Sinopse: No futuro, onde é possível digitalizar a mente humana e transferi-la para um corpo novo, o soldado Takeshi (Joel Kinnaman), cuja mente é colocada num novo corpo centenas de anos depois de ter sido armazenada, tem a missão de investigar a tentativa de homicídio da pessoa mais rica do planeta.

Porque queremos ver: É uma série de pura ficção científica futurista, original da Netflix, o que logo à partida é encorajador. Para além disso, promete bastante ação, efeitos especiais e a ideia da imortalidade. Adicionalmente, pelo menos o episódio piloto é realizado por Miguel Sapochnik, o responsável pelo fantástico episódio de Game of Thrones, Battle of the Bastards.

Good Girls

Good Girls – Estreia a 26 de fevereiro

Sinopse: A série acompanha três mulheres (interpretadas por Christina Hendricks, Retta e Mae Whitman) que decidem roubar o supermercado local à mão armada, mas usando armas de brincar.

Porque queremos ver: A sinopse é, no mínimo, original e a verdade é que nos últimos anos as séries têm pecado um pouco pela falta de originalidade. Nesse sentido, Good Girls poderá ser uma lufada de ar fresco no panorama televisivo, prometendo aliar dois géneros bem distintos, a comédia e o drama.

Reverie

Reverie – Estreia a 6 de março (estreia adiada para 30 de maio)

Sinopse: A série centra-se em Mara Kint (Sarah Shahi), uma antiga negociadora de reféns e especialista em comportamento humano. No entanto, quando é levada a salvar pessoas comuns que se perderam num avançado programa de realidade virtual em que é possível vivermos os nossos sonhos, apercebe-se de que, a salvar os outros, pode ser capaz de descobrir uma forma de se salvar a ela mesma.

Porque queremos ver: Se a protagonista Sarah Shahi, a eterna Shaw (Person of Interest) não é por si só um motivo suficiente para despertar o interesse, talvez a realidade virtual, algo que nos dias de hoje começa a ser cada vez mais usual, aliada às consequências que pode causar e a tudo o que engloba, algo ainda pouco abordado no mundo das séries, possa envolver-te neste novo drama que aparenta ser ligeiramente diferente do que já vimos, acrescentando certos ingredientes desconhecidos que certamente criarão uma boa receita.

Krypton

Krypton – Estreia a 21 de março

Sinopse: É uma prequela das histórias do Super-Homem, decorrida duas gerações antes da destruição do planeta do lendário Homem de Aço, e centrada na vida do avô do famoso super-herói, Seyg-El (Cameron Cuffe), que lutará para resgatar a honra da sua família e salvar o seu amado planeta do caos.

Porque queremos verKrypton tem como criador David S. Goyer (Da Vinci’s Demons, Constantine e FlashForward), e é para todos os amantes da banda desenhada e do universo DC, em especial de Superman. Estando a cargo do Syfy e não da CW, provavelmente não terá crossovers com o Arrowverse. Tem também a seu favor o facto de a ação decorrer fora do planeta Terra, ao contrário da maioria das séries de super-heróis atuais. Depois de estar em desenvolvimento desde 2014, a série tem mais do que obrigação de superar todas as expectativas.

Ana Velosa, Diana Sampaio e Ricardo Santos