Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
6.5
Realização
6
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Vikings chega ao primeiro quarto da última temporada sem ter surpreendido. Estes cinco episódios pautam-se por uma normalidade a que já estamos habituados na série. Quase todos os plots em desenvolvimento não despertam o interesse desejado e pergunto-me quando chegará o primeiro grande twist que elevará a série ao patamar que ela merece.

Começo a review desta semana por falar sobre a única coisa que me desperta o mínimo interesse de momento: o plano de Ivar para atraiçoar o Príncipe Oleg. Ironicamente, eu, que detesto o Ivar, estou a gostar muito das suas cenas nesta temporada (pelo menos por enquanto). Acho que a dinâmica entre ele e o pequeno Igor, que se está a revelar cada vez mais desequilibrado, é muito boa e, creio, que o resultado não será o melhor para o herdeiro do reino de Rus quando e se Oleg morrer. A libertação de Dir foi satisfatória de ver (uma criança e um deficiente conseguiram enganar um grupo de guardas treinados) e aguardo com curiosidade o que se seguirá quando recuperar das torturas do irmão.

E aquele que foi o momento de maior estupefação de The Key volta a deixar a dúvida em mim se o sobrenatural será ou não inteiramente abordado na última temporada da série. Estamos perante uma sósia de Fredys, um embuste da antiga mulher de Ivar, que de alguma forma não morreu e procura vingar-se, ou uma ressuscitação? Qualquer que seja a resposta, o aparecimento desta mulher não traz boa sorte para o Lothbrok mais novo de certeza.

E agora tudo o que me está a desiludir e a aborrecer em Vikings. Simplesmente já chega do plot de Hvitersk. Já percebemos que não está bem mentalmente e se não nos vão dar indicações do que querem fazer com ele então deixem-no de parte até se decidirem. Quando optaram por um enredo semelhante com Ragnar também depressa começou a fartar o estado em que ficou e com o seu filho não está a ser diferente.

Depois temos Lagertha e um episódio em que não aconteceu absolutamente nada com a sua storyline. Prepara-se para um novo ataque dos outcasts e provavelmente será no próximo episódio que veremos um desfecho para esta história sem grande importância (mas à qual estão a dar demasiada) e para qual encontraram razões esfarrapadas par justificar a sua continuação – “Ah e tal, vêm roubar-nos as provisões para o inverno”. No meio disto tudo prevejo ou a morte de Gunnhild ou a do bebé que carrega. Veremos.

Por fim, a irrisória eleição do rei de toda a Noruega. Continuo sem perceber quais são as intenções do Conde Olaf. O que ganha ele se Björn for o escolhido? Este fica com uma dívida para com ele, porque sem o Conde não seria o Rei? E assim terá de lhe fazer favores? Não entendo e ainda estou à espera da explicação desde o primeiro episódio. Ainda assim, será que Björn ganhará? Se assim for muita coisa muda e quando Ivar finalmente retaliar, Bjorn terá ao seu dispor um grande número de forças para combater. Mas se os planos de Ivar forem bem sucedidos, também ele e a guerra estará equilibrada.

Vikings continua num caminho que não impressiona o espectador. Os enredos desenvolvidos representam mais do mesmo e a sensação é que estão a encher bem os chouriços para chegar aos 20 episódios. Muitas coisas decorrem sem que tenhamos uma explicação para elas e de todos os irmãos Lothbrok apenas um desperta o interesse. Quando chegará o episódio que virará o jogo? Será apenas o nove e 10, como de costume? Gostaria que não, mas parece que assim será.

Fun fact: fiz alguma pesquisa e, sem querer spoilar ninguém visto que são acontecimentos históricos, o primeiro rei da Noruega foi Harald Finehair e não Björn Ironside. Será que a série vai seguir os acontecimentos verídicos ou optar por algo diferente?

Beatriz Caetano