Classificação

8.7
Interpretação
8.8
Argumento
9
Realização
8.6
Banda Sonora

Contém spoilers!

Vikings continua segura neste terceiro episódio da última temporada. Ainda que à primeira vista e quando recordo o que vi, me lembre maioritariamente de um ambiente calmo e sem grande eventos, a verdade é que muita coisa aconteceu em Ghosts, Gods and Running Dogs e tivemos já um vislumbre do que pode estar por vir para o recém-coroado Rei Björn.

A ação dividiu-se entre quatro momentos e locais diferentes: Kattegat, a nova casa de Lagertha, Kiev e o ataque ao Conde Olaf. No meio de tanta coisa distinta a acontecer seria de esperar que o enredo se perdesse um pouco. Contudo, não achei que tal se verificasse. Acho que conseguiram manter a consistência e a coerência das histórias, assim como manter a atenção focada.

Como seria de esperar, a espada de Lagertha não esteve enterrada durante muito tempo, só não lhe voltou a pegar pelas razões que esperaria: um ataque direto por parte dos outcasts de Kattegat. Sim, a razão foram eles, mas o ataque revelou-se fortuito, atingindo as novas amigas/admiradoras de Lagertha. Será que temos aqui uma potencial nova fornada de shieldmaidens? Creio que sim. E parece-me que os filhos de Björn e Torvi, enteados de Ubbe e netos de Lagertha (estas relações familiares já quase parecem as de Game of Thrones!) poderão ter os dias contados.

Hvitserk está a enveredar por um caminho que me relembra a altura em que Ragnar também se refugiou no ópio, não tanto na bebida, é certo, e em que deixou a realidade um pouco de lado. O que estará reservado para o irmão Lothbrok do meio? Espero que recupere a sanidade e ajude os irmãos na guerra que se avizinha.

É oficial: o Príncipe Oleg é mesmo mais tresloucado do que Ivar. O que fez ao irmão é de uma crueldade e frieza da qual nem Ivar The Boneless é capaz. Pelo menos por enquanto. O tempo que está a passar nas terras russas da altura está a ensinar-lhe uns truques que provavelmente tentará colocar em prática quando regressar a casa. Ainda assim, não consigo decifrar por completo se Ivar receia o que Oleg lhe possa fazer, caso não alinhe na vibe dele, ou se está genuinamente interessado neste modo de lidar com os problemas. E o sobrinho do Príncipe? O medo já lhe passou e até já se ri das coisas macabras que o tio faz. Mas tal como os filhos de Björn, também esta criança me parece que não terá um futuro muito promissor.

Antes de partir para aquilo que parecia ser um resgate fácil, Björn conseguiu trair a sua mulher com uma qualquer que lhe apareceu à frente, muito à semelhança do que Ragnar fez com Lagertha. Vá lá Björn, qual é a necessidade? Era para te trazer sorte? Parece que teve o efeito contrário. O ataque ao Conde Olaf correu tudo menos bem. Parece-me que há traidores e espiões no meio do exército do mais recente rei de Kattegat. Continuo é sem perceber qual o objetivo de Olaf em sequestrar Harald ou até como é que isso se deu. Fico à espera de melhores explicações nos episódios que se seguirão.

Por fim, quero salientar uma vez mais os maneirismos dos irmãos Lothbrok tão parecidos aos do pai. Os atores e a produção estão de parabéns em todos os aspetos, porque conseguiram realmente tornar credível que aqueles quatro homens são filhos de Ragnar. O cruzar dos braços, os olhares, as expressões, o cabelo. Tudo está feito ao pormenor e agradeço por isso.

O que estão a achar da temporada até agora? Digna de final de série?

Beatriz Caetano