The Walking Dead – 06×01 – First Time Again
| 14 Out, 2015

Finalmente Rick e a “família” estão de volta! Tivemos 90 minutos intensos, com vários flashbacks, flashforwards e muitos walkers, mas vamos por partes.

Rick, o líder que sabe como ninguém o que fazer para sobreviver num mundo repleto de ameaças e perigos vários, não tem a vida facilitada junto da comunidade de Alexandria. No final da 5.ª temporada, ele matou Pete diante de todos e isso não lhe trouxe propriamente popularidade e agradecimentos (apesar do Pete ser uma besta e ter merecido inteiramente aquele final).

Os habitantes de Alexandria têm vivido numa espécie de paraíso na terra, alheios aos horrores do mundo exterior e podem ainda não se ter apercebido, mas precisam (e muito) do Rick para sobreviver.

Ficámos a saber que não muito longe dos muros de Alexandria, existe uma pedreira (ou qualquer coisa parecida que foi em tempos um local de construção), que está a abarrotar de walkers, tipo milhares deles! Os walkers não conseguem sair de lá por terem uns camiões a barrar-lhes o caminho, mas parece inevitável que essa barreira improvisada vá ceder a qualquer momento. E está assim explicado porque é Alexandria nunca teve até agora grandes problemas com os walkers.

Rick arquiteta então um plano para levar os walkers para longe dali. Por um lado, conta obviamente com o apoio do seu grupo e, por outro lado, esta parece ser a oportunidade perfeita para “limpar” a sua imagem junto da restante comunidade de Alexandria. Os dois grupos juntam-se para levar a cabo o plano, mas é visível a tensão entre ambos e previsível que as coisas não vão correr conforme o planeado.

Efetivamente as coisas não correm pelo melhor e no final do episódio fica o suspense no ar quando vemos os walkers a dirigirem-se para Alexandria e a grande questão que fica em aberto é quem é que está a tocar aquela buzina/alarme. Alguém de Alexandria ou os Wolves?

Gostei da interação entre a ação presente e a passada, em que nos foi dada informação relevante para o ponto do qual o episódio arranca e achei interessante os flashbacks serem a preto e branco, fazendo assim a distinção da linha temporal entre o passado e o presente (o que também me fez lembrar a BD).

O Rick e o Morgan finalmente juntos, dois personagens tão fortes e com filosofias de vida tão diferentes. O Morgan é sem dúvida o conselheiro que o Rick precisa, pois este evoluiu para um extremista, em que os seus métodos e decisões de sobrevivência são por vezes questionáveis, mas sem dúvida eficazes.

Vimos o bom e o mau da transformação do Rick e a série quer-nos obrigar a escolher um lado. As tomadas de decisão do Rick são a única opção e o necessário que tem de ser feito ou estas ações são as de um louco que perdeu toda a humanidade? A resposta para mim é ambos, estes dois lados da moeda formam no seu todo aquele que é o Rick Grimes e só posso dizer que ainda bem que tem com ele o Morgan para o ajudar a equilibrar estes dois lados tão opostos.

NOTAS:

  • Montes e montes de walkers everywhere, adorei! As caracterizações estão cada vez melhores! E depois de tantos episódios em que estes estiveram em segundo plano, foi espetacular vê-los novamente como centro da ação.

  • Daryl! Muito haveria a dizer sobre este homem, coolest badass ever! Quero apenas referir que lhe fica bem o papel de “follow the leader zombie version”.

  • Eugene e o seu corte de cabelo: Respect!

  • Não mexam nas barras de proteína do Morgan.

  • O Carl anda por onde que não o vimos?

  • E a Carol até quando é que se vai esconder por detrás desta fachada de dona de casa inofensiva?

Este foi um arranque de temporada espetacular, com um ritmo tão intenso que nem tivemos tempo para pensar no que estava a acontecer, o que é muito bom. The Walking Dead no seu melhor, diria eu.

Alexandra Leite.

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