Classificação

8.5
Interpretação
9
Argumento
8.5
Realização
8
Banda Sonora

Este artigo contém spoilers!

Tenho de começar por dizer que para quem estava cético quanto à qualidade de The 100, este episódio veio com tudo para marcar terreno e mostrar-nos que esta temporada promete. A grande questão desde a temporada passada era em torno do que se passava na tal Anomalia, como lhe chamam. E bem, este episódio veio contar-nos quase tudo, apesar de ao mesmo tempo nos confundir, e assume-se assim como um episódio bem melhor do que o seu antecessor.

Resumidamente, descobrimos que a Anomalia funciona mesmo como um transporte entre planetas. Achei que a forma como isso nos foi explicado foi muito bem pensada, quer nas questões narrativas, quer nas questões de edição do episódio. O constante intercalar entre a primeira vez que Octavia chega ao Skyring, nome dado pela pequena Hope ao planeta, e o momento em que Echo e Gabriel o descobrem juntamente com a Hope adulta é muito bem feito e deu quase para sentir que nós espectadores estávamos lá com eles a conhecer o local.

A exploração da relação entre Octavia e Hope foi muito bem conseguida também. Confesso que desde o primeiro momento que a personagem me conquistou. Talvez pelo paralelo da relação de Octavia com Bellamy, mas o mérito vai mesmo para a personagem, que em dois episódios começou logo a ganhar fãs. Não conhecia a atriz Shelby Flannery, mas ela encaixa como uma luva na personagem. Ver Hope a crescer e sobretudo a aprender com Octavia foi muito interessante. A relação delas é muito próxima e funcionou até como uma espécie de catarse emocional para Octavia, que entendeu o sentido de responsabilidade que Bellamy sentia e que o fazia ser superprotetor.

Emocionalmente tivemos momentos muito bons. A dor de Octavia ao querer voltar a ver Bellamy e sentir que não ia acontecer foi muito forte. A carta que esta lhe escreve, que viria a ter consequências devastadoras, não deixa de ser um dos pontos altos do episódio. Octavia é talvez das personagens mais adoradas da série e mesmo tendo passado por momentos onde assumiu o papel de vilã, a verdade é que a guerreira sempre teve um espaço gigante nos nossos corações. Mérito também para a atriz Marie Avgeropoulos, que tem feito um trabalho brilhante com a personagem. Este episódio foi só mais uma prova disso.

Quanto à Anomalia, não vou entrar em questões mais técnicas, deixemos isso para Gabriel, mas quero dizer que gostei muito da forma como foi explicada toda a questão da viagem entre planetas e de como o tempo funciona lá. Muitas questões tinham sido levantadas, mas rapidamente fomos esclarecidos de que estávamos num planeta Beta para onde eram mandados os prisioneiros. A ideia de eles cumprirem lá a sua pena de anos e anos enquanto nos outros planetas, até ver, o tempo praticamente não passa é genial e que, como vimos, pode e leva à loucura de quem é sentenciado. A própria conexão com Becca e Eligius III foi muito bem feita e encaixou bem na história.

Bem, sabemos então que a Anomalia funciona como transporte entre planetas e que o planeta onde Diyoza, Hope e Octavia passaram vários anos é um planeta para onde enviam os criminosos. Sabemos também que da Anomalia também se pode ir até outro planeta chamado Bardo. Talvez seja lá que esteja instalada a sociedade misteriosa que controla isto tudo. Quem sabe se não será lá que vamos ver aquelas instalações muito brancas, a fazer lembrar o Mount Weather que vimos no trailer onde Octavia estava a ser torturada. Ainda são muitas questões para responder, mas certo é que este episódio veio dizer-nos que The 100 veio com tudo e estou já ansioso para o próximo episódio.

Até para a semana!

Carlos Real