10x16 – Paint It Black

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Contém SPOILERS!

Supernatural apresentou-nos um episódio com dois enredos, sendo que a trama principal focou-se num filler de uma temática já demasiado explorada, enquanto que o enredo secundário debruçou-se sobre aquilo que nós mais queríamos: o descortinar/avançar da ação predefinida para a temporada.

Tudo se passa numa pequena comunidade católica da cidade de Worcester, no estado de Massachussets. Ao que parece, todos os que se tentam redimir no confessionário da paróquia, acabam mortos, maioritariamente por suicídio. Pois é… temos aqui mais espírito vingativo! Bem, a parte mais estranha é que o espírito vive em pleno solo sagrado e não se desintegra ou anula! Pelo que fomos vendo em casos anteriores, estamos perante um paradoxo que nem chega a ser explicado no fim do episódio. No entanto, não me vou preocupar mais com o tema, já que não voltaremos a falar da freira-vingativa.

A história desta freira começou em 1520 em Florença, na Itália. Isabella era ainda muito jovem quando conheceu Piero, ele foi o primeiro homem de quem ela se aproximou. Piero era um pintor em início de carreira por quem Isabella se apaixonou. De forma a estar presente no quadro, Isabella cortou o próprio dedo para que ele fosse adicionado ao fragmento da tinta da pintura (WTF? Isto sim é doentio!). Quando ela confessou o seu amor, Piero não correspondeu e Isabella acabou por se enclausurar num convento. Numa noite, fugiu pela janela e foi ao estúdio de Piero, onde ele estava no seu leito com outra jovem. Cega de raiva, Isabella mata-o.

Como Isabella tem parte de si no quadro que Piero pintou, veio com ele para a pequena igreja onde começou a chacina. Sempre que alguém confessava uma infidelidade, Isabella fazia com que morressem de forma violenta. Foi por pouco que Dean não morreu! A sorte dele é que Sam, que esteve bastante apagado todo o episódio, conseguiu descobrir que era o quadro que devia queimar para se livrarem de Isabella. Bem, tivemos um pouco de suspense com esta história, mas nada que se compare aos episódios com espíritos vingativos das temporadas iniciais.

Foi com surpresa que voltei a ver Crowley e a sua adorada mãe, Rowena. Como grande drama queen que é, ameaça abandonar o filho, pois este tornou-se a bitch dos Winchester (palavras dela, não minhas!). Embora não admita, além de querer acalmar o temperamento da mãe, Crowley gosta dela e não quer que Rowena parta. Sendo assim, captura Olivette, a bruxa-mor do Grand Coven de que Rowena foi expulsa séculos atrás. Além do prazer de torturar a sua inimiga, Rowena fica a saber que o Grand Coven praticamente não existe graças à perseguição dos Men of Letters. Pois é… temos aqui mais um motivo para Rowena convencer o filho a destruir os Winchesters, pois eles são descendentes dos homens de letras e têm acesso a um dos bunkers onde estão escondidos artefactos poderosos e feitiços destrutivos. Isto porque Rowena ama uma coisa acima de too o resto, poder.

Tivemos assim uma pequena evolução que nos mostra um pouco do que poderá vir por aí: Rowena a querer a cabeça dos Winchesters numa bandeja de prata, assim como acesso direto ao bunker onde aumentará os seus poderes de forma a conquistar a liderança do Grand Coven. Confesso que não vou esperar com grandes expectativas pelo próximo episódio, no entanto, foi bom ter este gostinho do que poderá vir por aí.

Nota: 6.5/10

Rui André Pereira