Classificação

7
Interpretação
6.5
Argumento
6.5
Realização
7.5
Banda Sonora

[Contém spoilers]

À primeira vista, esta série parece uma história romântica – ou, no máximo, um drama -, mas o título é uma boa pista de que há algo mais à mistura. Pensei logo nisso, até porque não sou nada fã de fantasia, mas a sinopse pareceu-me segura e por isso decidi ver o episódio piloto de Wolf Like Me.

No centro do enredo temos Gary e Mary, que se conheceram depois de ela ter acidentalmente batido no carro em que ele seguia com a filha. Como forma de pedir desculpa, Mary, que tinha ficado com a morada de Gary por causa da papelada para o seguro, decide passar em casa dele para oferecer à miúda um livro. Os dois adultos acabam a tomar um chá juntos, sentem-se bem na companhia um do outro e combinam almoçar no dia seguinte. Até aqui tudo parece normal, tirando a tendência gigantesca que Mary tem para fugir. A sério, ela está literalmente num sítio e, de repente, lembra-se que tem de ir embora e vai, mas de maneira mesmo… Aquilo é fugir, não é simplesmente sair de um lugar para ir até outro. E partiu uma caneca de forma muito estranha. Com isto quero dizer que não foi um acidente, o que me faz questionar se o ‘acidente’ com o carro terá sido mesmo isso. Não estou a insinuar que Mary é mal-intencionada ou que quis magoar alguém, mas o seu comportamento é, no mínimo, bizarro. E estou completamente convencida de que é uma lobi… O que quer que seja o feminino de lobisomem, pois lobimulher soa-me estranho.

Wolf Like Me até é fofinha, com a história – ainda que bastante típica – do viúvo que nunca mais teve uma relação a sério desde que a mulher morreu. Além do mais, a química entre Josh Gad (Avenue 5) e Isla Fisher (Arrested Development) é boa, mas não sei se é uma série em que faça sentido introduzir elementos de fantasia. Confesso que o comportamento estranho de Mary me incomodou um pouco, mas estava suficientemente interessada na trama até ter ficado bastante certa de que a personagem faz parte da família dos lobos.

A favor deste episódio piloto, tenho ainda a apontar o pequenino elenco. Há séries em que parece que criam personagens, sem interesse nenhum ou relevância para o enredo, só para fazer número e aqui acabamos por ter apenas três, se bem que a filha de Gary tem pouco tempo de ecrã. Destaque também para o momento em que o nosso protagonista masculino mostrou os seus dotes vocais. Foi bonito! Do lado negativo só mesmo aquilo que já apontei e que acredito que não fará confusão a muitas pessoas, tendo em conta a gigantesca quantidade de fãs de fantasia/sobrenatural.

Se te sentias com curiosidade em relação à série, vale a pena dares-lhe uma oportunidade.

Diana Sampaio