Little Women deve ser das coisas mais fofinhas que já li e a que já assisti na vida. Quando li a obra de Louisa May Alcott pela primeira vez até me custou acreditar que era um livro americano. Claro que é, visto passar-se durante a Guerra Civil Americana. O estilo do livro parecia muito mais inglês.

O filme homónimo, lançado com em 1994 e que conta com nomes com Winona Ryder no papel de Jo (que foi inclusive nomeada a um Óscar pelo papel), Christian Bale no papel de Laurie, Kirsten Dunst como Amy e Claire Danes como Beth. Nomes grandes do cinema e da televisão hoje em dia, mas que há vinte e quatro ano atrás eram tão… pequeninos! Apenas em idade, claro. O talento já era grande.

Se calhar sou suspeita por adorar tanto esta obra acerca de quatro irmãs tão diferentes, tão amigas e tão maravilhosas. Jo sempre será a minha favorita pelo seu feitio irreverente, pela rebeldia e independência. Sempre achei que fez a pior escolha em termos românticos, mas pronto, de resto ela é fantástica. Amy irritava-me ligeiramente no filme, mas Kathryn Newton deu toda uma nova alma à personagem. Amy continua a ser a Amy do livro, mas mais… não sei, suportável. E muito mais engraçada!

Este primeiro episódio é fiel à história. Conta como Jo conheceu Laurie, as tardes dela na casa da tia e tão corajosamente ter vendido o cabelo para a mãe poder ir ter com o pai. Acho que o elenco foi muitíssimo bem escolhido. Bom guarda roupa, boa fotografia. A BBC One acertou em cheio nesta adaptação do clássico americano. Porque o problema de se adaptar clássicos é, a meio, a nossa mente derivar para outra versão e pensar-se “Ai, mais do mesmo, nada de novo. Seca mil.” Sim, já vimos isto antes e, sim, tenho de admitir que apostar neste tipo de adaptações é seguro porque a história base é boa. Este Little Women envolveu-me e foi como se estivesse a assistir à história – quase – pela primeira vez, porque está bem feita, bem realizada. E porque nos afasta um bocadinho da montanha russa de efeitos especiais e histórias mirabolantes que a televisão nos tem habituado ao longo dos anos. Séries como esta lembram-nos que não precisamos de milhões de dólares para nos entretermos e enriquecermos a alma.

Com isto tudo já devem ter percebido que planeio terminar a minissérie, certo? São só mais dois episódios das manas March.

Como diria Simon Cowell: It’s a yes from me.

Maria Sofia Santos