Classificação

8.5
Interpretação
8.5
Argumento
8.5
Realização

[Não contém spoilers]

Unorthodox é a nova minissérie original da Netflix, inspirada em factos reais retratados no livro de Deborah Feldman, e composta por quatro episódios com cerca de 50 minutos cada um. Esta conta a história de Esty (Shira Haas) uma jovem, nascida e criada numa comunidade hassídica de Nova Iorque, que após um ano de casamento arranjado, foge para Berlim numa viagem em busca da liberdade e do autoconhecimento.

Dois foram os motivos que me levaram a ver o primeiro episódio desta minissérie: o primeiro encontra-se relacionado com as questões culturais e o segundo com a questão da procura pela liberdade e o autoconhecimento. Estes são temas que me chamam bastante a atenção, não só porque me permite adquirir conhecimento, no caso cultural, mas também me fazem pensar bastante, pelo facto de ser sobre a busca pela liberdade e o autoconhecimento.

Coisas banais como tocar piano, por exemplo, para Esty não eram possíveis. Quando ela chega a Berlim tem oportunidade de assistir a um ensaio de uma orquestra e através de uma belíssima atuação da atriz israelita Shira Haas, percebemos o quão maravilhada ela ficou com aquele simples ensaio, tendo sido para ela uma das melhores coisas que ela já ouviu na vida. Coisas tão simples, que muitas vezes damos como garantidas, para muitas pessoas não o são. E isso faz-me pensar bastante.

Por isso, penso que quanto mais vamos sabendo sobre a vida de Esty, e, portanto, nos deparando com mais situações assim, mais pensaremos sobre essas questões. O facto de a série intercalar presente e passado, para além de aguçar ainda mais a nossa curiosidade, ajuda a perceber melhor a discrepância entre a vida que ela vivia e a que está a viver agora.

E é por esse motivo que ficar pelo primeiro episódio não é uma opção. No final do mesmo vamos ficar com vontade de ver os seguintes a fim de saber como é que Esty vai lidar com todo esse novo mundo que lhe é apresentado. Já para não falar que a série ao ter tão poucos episódios permite-nos vê-los num abrir e fechar de olhos.

E vocês, ficaram com vontade de ver? Ou já viram?

Cármen Silva