Classificação

6.5
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
7
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Como o próprio nome indica, a série desenrola-se no ano de 1973, na Grã-Bretanha, e é uma prequela da série com o mesmo nome e estreada em 1991.

Não acompanhei a série original, até porque, em 1991, quando a série estreou, nem nascido era (ainda que a série tenha durado até 2006) e, por isso, não sabia bem o que esperar, mas a temática pareceu-me interessante.

Pesquisando um pouco sobre o passado da série descobri que se centrava na investigação de crimes ocorridos na Grã-Bretanha e que essas investigações eram lideradas por Jane Tennison, uma das primeiras Inspetoras Chefe Femininas da Polícia Metropolitana de Londres e que, mais tarde, ascendeu a Superintendente, ao mesmo tempo que abordava o sexismo existente nas forças policiais. Outra curiosidade é que Tennison era protagonizada por Helen Mirren.

Esta prequela dá-nos acesso então ao ano de 1973, quando Tennison (protagonizada agora por Stefanie Martini) é apenas uma polícia em início de carreira e em quem os colegas não confiam muito, principalmente por ser mulher (as mulheres, apesar de terem um cargo na polícia, ainda são vistas como inferiores e são elas que, por exemplo, servem cafés aos seus superiores e colegas homens). Mesmo em casa, Tennison vê-se confrontada pela família, que lhe sugere que case e não tenha este emprego “masculino”.

A ação começa com imagens de um homicídio de uma rapariga de 17 anos (que parece ser uma prostituta) e desenrola-se a partir daí. A investigação fica a cargo do Inspetor Detetive Len Bradfield (Sam Reid) e, com o decorrer da investigação, Bradfield manda Tennison acompanhá-lo e esta passa a fazer parte da equipa de investigação.

O namorado da rapariga, Eddie, é o principal suspeito. Fica a saber-se que a rapariga fugiu de casa e os pais não sabem nada dela desde essa altura. Na autópsia descobre-se que a rapariga era espancada repetidamente e que estava grávida de seis a oito semanas.

Entretanto, o principal suspeito, Eddie, foge e desenrola-se uma caça ao homem. Curiosamente, Eddie visita os pais da rapariga e parece que estes já o conheciam. Será que Eddie e os próprios pais da rapariga têm alguma coisa a ver com a sua morte? Não foram os pais que disseram que não sabiam da filha há mais de um ano?

Paralelamente, decorre alguma atividade numa prisão britânica, em que um dos detidos vê a sua mulher no exterior ser ameaçada por outro detido se ele não conseguir que os seus filhos assaltem um banco. Curiosamente, Tennison cruzou-se com esta família já por duas ocasiões e de alguma maneira vai acabar envolvida. Não percebi esta parte da história, devo confessar, nem percebi qual a ligação com a história principal, mas calculo que tenha alguma coisa relacionada – nem que seja só Tennison -, mas não bastava só o caso do homicídio? Se perceberam esta parte da trama e se depender de ter visto a série original, podem sempre elucidar-me!

Começa também a notar-se uma atração entre as duas personagens principais, Tennison e Bradfield. Um pouco cliché, não vos parece?

Pelo que li, deixou a desejar em relação à série “mãe”, mas como não posso fazer essa comparação, a minha avaliação baseia-se apenas neste episódio e como se fosse apenas o episódio piloto de uma série que não tinha qualquer ligação com nenhuma outra.

A história podia ser bem interessante e tem sempre a parte criminal que me entusiasma, mas que no meio de tanta informação torna-se demasiado vaga e o episódio ficou confuso: é o homicídio e a sua investigação, é a prisão e o assalto, é o sexismo tão enraizado (ainda bem que nisto a sociedade já evoluiu, se bem que continua a haver uma diferença entre homens e mulheres neste tipo de trabalhos e estas chamadas de atenção são sempre de louvar), é a paixoneta entre os dois protagonistas… Demasiadas coisas! Pode ser que melhore, mas não me cativou.

David Pereira