Classificação

4
Interpretação
3.8
Arguento
4.4
Realização
4.7
Banda Sonora

ZzZZzzzzzzZZZZzzz… O quê, The Kennedys: After Camelot já acabou há quase duas semanas? Ai, desculpem, adormeci a ver o primeiro episódio e só acordei agora. Credo, que hora e meia mais chaaaaata. A sério, a Katie Holmes aborrecia-me em Dawson’s Creek, no Batman Begins e agora nesta sequela desnecessária que ninguém soube muito bem o que fazer com ela.

Uma hora e meia. Uma hora e meia de gente a chorar por isto, a sofrer por aquilo, a lamentar-se por outro. Perucas horrendas. Sotaques estranhos. OK, todos sabemos que a família Kennedy tem uma história trágica (eles são o mais próximo que os Estados Unidos têm de uma família real), mas era preciso torná-la ultra mega deprimente?

Primeiro que tudo, conseguiram fazer com que odiasse o Matthew Perry num papel. Ele está mau, mau, no papel de Ted Kennedy. E é tão parecido com o antigo senador como com a Jackie Kennedy Onassis, para ser sincera. Mas isso ainda é o menos.

Neste primeiro episódio (de uma looooooooooooonga hora e meia, volto a repetir!), vemos o assassinato de outro irmão Kennedy, Bob, e a poderosa família a apanhar os cacos pela segunda vez em menos de uma década. Vimos a relação da viúva de John F. Kennedy e de Aristotle Onassis florescer. O milionário grego deu a Jackie a segurança e o amor de que tanto precisava. Arrastaram e arrastaram e ainda meteram a Maria Callas ao barulho só para aquele dramazito da praxe mais o “Ou eu ou eles” do noivo ressabiado. Não há pachorra.

E depois o drama de Ted e como eles conseguiram esticar aquilo até ao máximo dos máximos! Sim, a história do acidente de Mary Jo Copechne, que causou a morte da jovem de 28 anos por culpa de Ted. Os Kennedys nunca conseguiram ser homens monógamos, que podemos fazer? Mas nem esta história foi bem conseguida. E acrescento que não foi tudo isto que tirou qualquer oportunidade a Ted de ser Presidente. É certo que sempre foi um senador admirado, mas com hipóteses nulas de chegar à Casa Branca. Uma história tão polémica e tão mal executada…

Havia mil e uma maneiras de tornar uma série sobre os Kennedy interessante, mas este primeiro episódio tirou-me não só a completa vontade de ver o próximo como a série original. Talvez veja num dia em que tiver insónias.

Maria Sofia Santos