Classificação

6.5
Interpretação
5.5
Argumento
6
Realização
6.2
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Uma produção conjunta entre a Netflix e a Showcase, Travelers começa de forma misteriosa, com um Recorded Time of Death à espera de acontecer, por quatro vezes, com pessoas diferentes, em situações completamente distinta.

Aquelas pessoas têm então uma hora da morte anunciada, mas chegada essa hora, tudo o que parece acontecer-lhes é tornarem-se uma versão melhor daquilo que eram dantes. Marcy, que tinha um considerável atraso mental e agora parece ter todas as capacidades intactas, Trevor, Philip e Carly são os protagonistas, mas não sabemos muito sobre eles ou percebemos muito do que se está a passar até chegarmos ao final do episódio. Até aí tive uma sensação de estar a ver a série totalmente às ‘escuras’, sem a menor noção do que se estava a passar, o que não me despertou propriamente interesse.

A forma como outros elementos da série se foram juntando também não foi a mais convincente, mas quando foi revelado mais as coisas ficaram um bocadinho mais interessantes. Quem são então estas pessoas e o que têm elas em comum? São viajantes no tempo de um futuro que está a séculos de distância da época em que vivemos e que querem salvar a humanidade de algo terrível que se avizinha. Eles são alguns dos sobreviventes da espécie humana e agem como ‘hospedeiros’ no corpo de pessoas que morreram. Agora algumas questões impõem-se:

  • Porquê estas quatro pessoas de cujos corpos se apoderaram? O que é que elas têm de especial? Ou é algo totalmente aleatório?
  • Que acontecimento terrível é esse que vai acontecer e porquê?
  • Irá o grupo tentar alterar o passado (nosso presente) para evitar uma desgraça no futuro?
  • O agente do FBI parece não se encaixar bem no grupo de viajantes no tempo. Quem é ele? Conhecemos um pouco sobre a vida dos restantes, sobre a dele é que nem por isso…

Não fiquei propriamente empolgada em ver mais, mas a premissa, apesar de não ser muito original, não é terrível. Para fãs do género (não é o meu caso), não será de pôr de parte a hipótese de dar uma vista de olhos.

Diana Sampaio