Classificação

8
Interpretação
6.5
Argumento
8
Realização
6
Banda Sonora

Esta é a história de Fleabag, uma jovem mulher que vive em Londres e que está a lidar com a recente tragédia da morte da sua melhor amiga, com quem tinha um café. A série, inspirada numa peça de teatro, já tinha estreado no Reino Unido, mas só esta semana chegou aos Estados Unidos através da Amazon.

Menos de um minuto depois de ter começado, já Fleabag me tinha arrancado um sorriso. Poucos minutos depois e estava às gargalhadas. O episódio começa muito bem, com esta protagonista de nome tão peculiar numa narração imensamente engraçada. Os seus apartes para a câmara, a sua frontalidade e sinceridade desmedidas são hilariantes, humanizam-na, embora haja algo de bastante… (nem sei que adjetivo usar) nela. Ela é alguém que eu consideraria uma verdadeira idiota, que é para não usar a palavra original britânica. Mas tem piada, bastante mesmo, e é isso o mais importante.

Durante o piloto vamos conhecendo as várias pessoas que fazem parte da sua vida – algumas de forma mais passageira, outras de forma mais permanente – e todos estes momentos são pautados com um traço de comicidade, principalmente quando Fleabag se dirige para a câmara e diz palavrões. O sotaque das personagens também é fantástico, muito ‘intenso’ e nada certinho, completamente diferente do que estou habituada a ouvir em séries como Downton Abbey e Call the Midwife.

Com seis episódios previstos para a 1.ª temporada, esta série teve um bom início. A personagem principal consegue ser bastante frustrante, há alturas em que dá vontade de lhe espetar uma bofetada, mas não se desvia do seu objetivo principal de fazer rir. Well done, people, eu gostei!

Diana Sampaio