One-liner: Stalker traz-nos um novo drama da CBS focado numa equipa de prevenção da ameaça (T.A.U.) liderada por Beth Davis. Jack Larsen é o mais recente detective a chegar a L.A. e à equipa.

Mais um episódio piloto, meus caros! Esta ‘fall-season’ vem com muitas estreias interessantes e Stalker não podia descurar.

A premissa deste primeiro episódio vem de uma primeira cena onde vemos uma personagem representada por Torrey DeVitto a morrer queimada no carro, cujo fogo foi atiçado por um moço de capuz e com uma máscara desconfiável logo após ter recebido uma chamada telefónica do mesmo. Enfim, o primeiro ‘stalker’ da série.

Beth Davis é a detective que lidera a equipa da TAU. Ficam responsáveis por resolver este crime, mesmo já tendo a vítima morrido. Afinal de contas tratava-se de um stalker. Por outro lado, o real objectivo desta equipa será a prevenção e a previsão da ameaça, logo contaremos, penso eu, com cenários mais ‘in-real-time’ do que ‘post-mortem’.

Em episódios-piloto prefiro focar-me menos na história do piloto mas mais naquilo que pode ser o resto da temporada/série. Apesar de tudo claro que conseguem capturar o ‘stalker’ em questão, tendo Beth e Jack num trabalho de equipa um pouco forçado em que Jack passa o tempo todo a tentar redimir-se da forma como se introduziu – à qual Beth não achou muita piada – e a provar que era capaz de ser um bom elemento para a equipa.

Tirando esse caso principal, outro é introduzido: Beth faz um favor à directora da Universidade de L.A. e vai fazer um ‘assessment’ de uma situação complicada entre dois colegas de quarto: um está no hospital (Perry) e outro é acusado de o ter espancado e ainda ter filmado uma sex tape. Penso que esta será uma luta de Beth e da sua TAU daqui em diante.

Parece-me que a nossa detective traz uma bagagem bastante grande. No final do episódio as cenas dela parecem muito distorcidas da personagem forte e assertiva que conhecemos no episódio todo: desde ameaçar fisicamente um miúdo propenso a ‘stalking’ – assessement feito por ela numa faculdade – a deitar-se e a clara noção de receio dela que o espectador tem quando percebemos que ela, tal como uma das vítimas do episódio de hoje, dorme virada para a porta para ver a sombra do seu ‘stalker’. Ou isto vem de todo o seu trabalho com a unidade, ou vem de uma história passada – o que eu acredito mais tendo em conta a atitude dela com o miúdo da faculdade.

O novato da casa, Jack Larsen, já é completamente diferente. Apesar da sua má introdução a Beth – que acabou por detestá-lo à partida – prova ser um detective profissionalmente capaz de fazer a análise a um cenário de quasi-crime (como eles lhe chamam no episódio) mas por outro lado muito agressivo na sua investigação – pela forma como fala com Troy (o melhor amigo da vítima) e com Larry (um dos stalkers). Completamente diferente de Beth, Jack também tem a sua bagagem. Durante todo o episódio demonstra ser alguém com tendências ‘stalking’ quando vai claramente perseguindo aqueles que no final do episódio concluímos serem a ex-namorada e o seu próprio filho.

Portanto somos testemunhas de uma plotline interessante, de algum modo diferente, mas que – a meu ver – fica um bocadinho aquém em alguns aspectos que podem tanto ser banais no desenrolar da série como podem ser cruciais na perda de audiências:

Para um episódio piloto, foi muito bom! Admito. Temo que daqui para a frente venha a piorar. É sempre uma dúvida muito grande com os policiais: ou são geniais ou tornam-se a maior seca que pode haver. Stalker falhou na especialmente na integração da equipa: Beth e Jack todos sabemos quem são mas todo o suporte deles e as personagens em causa foram um bocadinho esquecidos no decorrer do episódio. Lamento este descuido e é uma falha de integração que pode ser fulcral.

A dinâmica Beth-Jack foi interessante no final do episódio mais do que no resto. Espero eu se tornem um bom duo de detectives e não acabem por parecer individuais a trabalhar juntos só porque sim.

Gostei do episódio ‘overall’ mas resta saber se se vão manter ou se não passam da primeira temporada.

NOTA: 7/10

Joana Pereira.