Chegados a meio de Setembro as estreias vão começando a aumentar, e o nosso trabalho também. Hoje estou cá para vos apresentar Red Band Society, a adaptação americana da série espanhola Polseres Vermelles.

Com o nome do grande Steven Spielberg na equipa de produtores executivos, o novo drama/comédia da FOX vem nos apresentar o dia-a-dia de um grupo de adolescentes internados na ala pediátrica de um hospital. A narração da série está a cargo de um menino que está em coma, o Charlie.

A apresentação das personagens é feita por Charlie e começa com a típica convencida e implacável líder da claque, Kara, que desmaia inesperadamente a meio de um ensaio. O grupo de personagens mais detestáveis da série parece ficar completo com a enfermeira Jackson, tal como vinha escrito no copo do seu café. Os primeiros minutos de cena da enfermeira mostram o que parece ser uma mulher fria e sem sentimentos, mas com o decorres da história vemos que ela tem um grande carinho pelos seus pacientes. Temos ainda o Jordi, que diz já ser paciente do Dr. McAndrew só para ser operado pelo melhor cirurgião pediátrico do país. Emma está lá por distúrbios alimentares e os mais “antigos” são Leo e Dash, que não têm propriamente o melhor começo, já que são apanhados por Jackson a fumar numa arrecadação.

À medida que o episódio vai se desenvolvendo vemos que eles têm quase uma vida normal dentro daquele hospital, como aulas e as normais paixonetas da adolescência. E o primeiro exemplo disso são Emma e Leo, mas a coisa não correu bem como esperavam e hoje eles estão sempre a “picarem-se” um ao outro.

Jordi e Leo têm mais em comum do que eles próprios esperariam e isso aos poucos vai juntando-os, culminando com aquela festa de despedida da perna do Jordi. É nesta festa que se dá a formação da sociedade das pulseiras vermelhas. Todas elas representam algum momento importante na vida de Leo e a importância tanto desse acontecimento como dos membros da sociedade determina a sua distribuição. A partir daí é como se fossem uma família, e como exemplos disso temos uma Kara a concretizar os favores que Charlie lhe pede quando ela desmaiou e Jordi a oferecer uma pulseira nova a Emma, depois de esta ter perdido a que lhe foi dada por Leo.

Para concluir resta-me dizer que fiquei bastante satisfeito com este episódio. As personagens foram introduzidas apenas o suficiente para compreendermos o desenvolvimento que terão daqui para a frente, a parte cómica também está presente e ri-me muitas vezes com algumas das coisas que estas pestes fazem dentro do hospital. Tem também uma banda sonora atual e que encaixou na perfeição com os vários momentos do episódio.

É verdade que a série gira em torno de um grupo de adolescentes e isso pode deixar-vos algo reticentes em ver a série, tal como eu me senti ao início, mas acreditem que não é tão clichê como pensam.

Nota: 8/10

Carlos Oliveira