Classificação

8.5
Interpretação
8.9
Argumento
8.4
Realização
8
Banda-Sonora

O número de Finch é subitamente anunciado quando este comete um erro fatal e a sua identidade fica a nu, despoletando uma sequência de eventos destrutivos com as forças de Samaritan.

“The Day the World Went Away” é aquele capítulo por que todos esperávamos. Em vez de se celebrar o 100º episódio, somos inundados por lágrimas de perda. Mas, antes disso, Person of Interest liga o modo “on” para uma fenomenal sequência de ação que se arrasta desde o início até ao final do episódio e onde os nossos companheiros, com a ajuda de Elias, tentam salvar Harold das temíveis forças de Samaritan.

Nem sempre as sequências são bem-sucedidas, mas é certo que um flirt no lugar errado por parte de Root é simplesmente delicioso e a química com Shaw é absolutamente adorável. O grupo divide-se constantemente o que, por sua vez, aumenta a dose de adrenalina que a câmara de Fred Toye capta com extrema intensidade e, quando menos esperamos, estamos quase que nós próprios encurralados por imagens. Elas disparam para todos os lados como as balas abundantes que voam e entoam em quase todos os momentos. Estas imagens fariam inveja à equipa de Fast & Furious, já que quem domina o volante a alta velocidade é a womanizer Amy Acker que tem tanto carisma que se torna difícil não nos rendermos ao seu charme e encanto. Suck it, Vin Diesel!

Mas “The Day the World Went Away” também age como uma balada. Balada esta de uma tristeza abominável, mas digna. Ainda que entre nalguns exageros, o episódio não deixa de criar uma ligação extraordinária entre a equipa e Michael Emerson volta a brilhar com os seus diálogos intensos com a Machine. Não querendo contar demasiado dos eventos porque, como sabem, acho que o impacto visual é maior do que o lido, não me vou esticar muito mais. Gostava, no entanto, que partilhassem os vossos sentimentos em relação ao episódio porque, tal como eu, devem ser muitos.

Em tom de despedida e porque, de facto, não há muito para dizer em ocasiões como estas, não julguem um livro pela capa. Person of Interest vale a pena ser vista, saboreada e sentida porque seja Harold, John, Root, Fusco ou Shaw, todos eles ganharam um espaço no coração dos fãs e, ainda que estejamos perante uma série futurista e de algum rigor tecnológico, continua a ser o fator humano que traz um realismo e uma magia única a esta série.

Aguardo, portanto, o vosso feedback, mas, caros leitores, vou sofrer um pouco sem tecer grandes comentários, por sinal de respeito e para vos aguçar a curiosidade. Até para a semana!

Jorge Lestre