Classificação

7.7
Interpretação
7.5
Argumento
7.2
Realização
7.8
Banda-Sonora

Temos casamento, fãs de Person of Interest! Sim sim, estamos perante uma união de facto mas, feliz ou infelizmente, não pertence a nenhum dos nossos heróis mas sim ao seu mais recente caso! Harold encaminha Reese para um caso invulgar em que qualquer um dos noivos e famílias dos ditos cujos podem ser vítimas ou criminosos (perpetrator em Inglês soa muito melhor, mas enquanto isso, traduz-se). Enquanto isto, Lionel começa a investigar os casos de pessoas desaparecidas e começa a desconfiar que a sua equipa não lhe transmite as informações completas. Root, que fica a cuidar de Bear, decide auxiliar o detetive, mas não sem marcar presença neste casamento para ajudar os seus colegas. Durante estas aventuras, Shaw continua a ser torturada psicologicamente por Samaritan e John Greer leva-a para uma tour para a sensibilizar de que está a jogar na equipa errada.

Para falarmos de “A More Perfect Union” precisamos de ter em conta que, apesar de ser a última temporada, a equipa não nos poupa a uns momentos de lazer. Lazer porque os atores acabam por brincar com as personagens de forma subtil em episódios filler como este. Não é de todo filler, pois Shaw continua a ser uma das linhas principais da narrativa, mas os restantes parecem estar a tirar proveito da simplicidade da sua história. É nestas pequenas coisas que, embora saibamos que o episódio não seja particularmente pujante e rico em narrativa, podemos apreciar a química entre o elenco. Desde uma Root mais descontraída, a um Reese a passar por um momento constrangedor e Harold a ser forçado a cantar com a sua voz “cristalina” (nada cristalina, mas nada mesmo) até ao próprio Bear que consegue arrancar uns bons nacos de um hambúrguer e nem faltou o sarcasmo típico de Fusco.

A qualidade não se reflete apenas no argumento, mas também recai sobre o conforto dos atores com a câmara e este episódio é um que tira proveito exatamente disto. E se, por um lado, podemos estar mais descontraídos pela ausência de Samaritan com os heróis principais, por outro não deixamos de nos concentrar na história de Shaw, que se torna cada vez mais empolgante. Ainda que a realização de Alrick Riley falhe nalgumas situações ao tentar mostrar um lado ‘cool’ dos nossos heróis, por outro consegue arrancar alguns momentos interessantes quando se concentra em Sarah Shahi. O final é também ele empolgante e abre portas a novas ameaças (ou não), bem como projeta o enredo para algo ainda mais pessoal.

A guerra com Samaritan está longe de terminar e, ainda que “A More Perfect Union” não seja um dos melhores capítulos ou dos episódios mais felizes da temporada, pelo menos proporciona alguns momentos de diversão o que, para um filler, não é nada mau. Isto mostra que é possível que os atores consigam descontrair da forte temática principal que os deve levar à exaustão.

Jorge Lestre