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A CBS parece andar com problemas nos horários para a quantidade de vezes que adia o lançamento de novos episódios de Person of Interest (ou então deve andar como a The CW que vê a necessidade de preencher horário com uma série de 20 e tal episódios), mas pronto. O episódio desta semana cai sobre Frankie Wells, uma caçadora de recompensas que procura fazer justiça pela morte do seu irmão, interpretada pela lindíssima Katheryn Winnick que, para quem é fã de Vikings, dispensa apresentações. John está encarregado de saber a verdadeira identidade deste novo número sem a ajuda de Harold, que também está a trabalhar noutro projeto. Há dois rostos já conhecidos que regressam que são Harper (aquela menina aparentemente inocente que se meteu em sarilhos quando roubou dinheiro de marijuana medicinal de um cartel) e a nossa adorada Root. Harold planeia usar o seu novo interesse amoroso, Beth Bridges, para implantar um vírus na vasta rede de Samaritan mas as coisas complicam assim que o número de Beth surge. A psicóloga de John também está de volta e diz ao mesmo que terá de escolher outro especialista para acompanhar o seu caso, mas voltamos já aqui.

Frankie, que é uma perita na sua área de especialidade, está metida em sarilhos e John parece ter encontrado uma adversária de peso para as suas capacidades. Mais uma vez, Harper parece estar a meter o nariz onde não é chamada e, resolver este caso parece ser mais difícil que o previsto. Depois de saber que Beth corre perigo, Harold descobre que quem está por trás desta ameaça é Root, numa tentativa de o salvar de morte certa. Harold não está mentalizado que para salvar a sua vida é necessária a morte de uma inocente e, então, engole um frasco de veneno destinado para a vítima de Root. O moralismo de Person of Interest continua em alta – sacrificar uma inocente em prole de um evento que hipoteticamente poderia por em causa a vida de Harold – não encaixa na conduta do projeto dos nossos heróis.

Ver o grupo reunido e a trabalhar na sua área é algo especial precisamente para quem acompanha a série regularmente; o carisma e a audácia com que foram construídas estas personagens transmitem uma confiança incrível para o espectador que se vê cada vez mais envolvido no enredo principal. O caso de Frankie, em si, não é nada de fantástico, mas é o álibi perfeito para conferir entretenimento; é em Harold e Root que conseguimos retirar os melhores momentos do episódio, voltando aos tempos iniciais das suas colaborações a dois.

Não me posso esquecer da psicóloga! Ora bem, ao que parece, a Dr. Iris Campbell tem uma atração pelo nosso ex-agente da CIA, daí que tenha decidido deixar de acompanhar o caso do mesmo. Os enredos amorosos em Person of Interest, por muito divertidos e entusiasmantes que possam aparentar ser, são efémeros e completamente irrelevantes para o desenrolar da narrativa. No entanto, salvaguardo que são essenciais, no sentido em que o espectador por vezes esquece-se que está a lidar com seres humanos que têm necessidades básicas de amar e serem amados, e salvar o mundo requer estabilidade emocional.

Não é um episódio perfeito, mas consegue aliar a premissa da série de casos aleatórios com o enredo principal sem interferir negativamente nos mesmos. A beleza de escrita em Person of Interest, repleta de momentos surpreendentes e constante construção das suas personagens, tornam-na numa das mais relevantes e pertinentes séries na televisão do momento. Agora que estamos em contagem decrescente até ao final de temporada, as emoções estão à flor da pele e mal podemos esperar para ver o que Samaritan têm engendrado durante este tempo que se manteve nas sombras.

Nota: 8/10

Jorge Lestre