Classificação

8
Interpretação
8.5
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers.]

“Ocean, ocean, I will beat you in the end.”

Depois de um episódio piloto promissor, neXt volta com um segundo episódio que aumenta significativamente a tensão e, assim, aumenta também as minhas expectativas para a temporada!

A situação de Ethan com Iliza resolveu-se bastante mais rápido do que eu estava à espera e de uma forma inesperada. Quando vi o primeiro episódio estava convencida que a manipulação da inteligência artificial contra o miúdo iria durar a temporada inteira. Muito provavelmente até ao ponto em que o Ethan acabaria por fazer algo horrível e ninguém acreditaria na sua versão da verdade. Em vez disso, o Ethan acabou por ser bastante inteligente e o verdadeiro herói do episódio, quando contou tudo à mãe e acabou por ser uma peça essencial para detetar a localização do servidor. Foi um ótimo momento por parte dos escritores, que não se deixaram levar pelo que seria a resolução mais óbvia para criar conflito durante a temporada.

Por falar no momento de herói de Ethan, que foi o ponto alto do episódio, adorei a tensão e o ambiente que se criou devido a ele. O Paul e a agente Shea encontraram-se pela primeira vez a trabalhar em conjunto, no que parece ser o início de uma longa colaboração contra a inteligência artificial. Foi interessante também ver a colaboração do CM, um membro improvável para a equipa, mas que aparenta querer ajudar.

Quem vai trazer problemas, no entanto, é o chefe de Shea, que está determinado a colocar as culpas no CM, pelo seu passado no grupo supremacista branco. É uma atitude suspeita, mas ainda não consigo perceber se é por ignorância do perigo da tecnologia ou se há algum interesse por trás. De qualquer maneira, existirão grandes evoluções no futuro próximo, agora que o CM foi visto com um telefone pré-pago. Nunca é bom sinal, muito menos trabalhando na área de cibercrimes do FBI.

Quanto a Paul, ainda estamos um pouco no escuro quanto à sua doença e à regularidade dos efeitos, mas foi clara a sua enorme preocupação em relação à filha. Portanto, a doença é degenerativa e há grande possibilidade de ela também a ter. Mas porquê manter esta informação toda em segredo? Aliás, dar-se ao trabalho de testá-la sem o seu conhecimento é também suspeito. Estou bastante curiosa para saber mais, mas estou a achar interessante a forma como Paul lida com estas situações. É muito distante e acha que consegue resolver tudo com o seu dinheiro (oferecer-se para comprar uma ilha para a afastar foi lindo), mas dá para perceber que é alguém que se preocupa imenso.

Por fim, houve um vislumbre do que eu assumo ser o final da temporada, com a Shea algemada e a admitir que fizeram o que tinham de fazer para acabar com a tecnologia. Fez-me pensar que existirão muitos conflitos de interesse, pessoas que não vão querer admitir que isto é resultado da tecnologia que eles próprios criaram e outras que vão tentar perceber quem são as pessoas por detrás destes crimes informáticos. Aliás, a última cena também me faz questionar o mesmo, pois parece indicar que isto não é uma evolução artificial isenta de mão humana..

Acho que o episódio veio consolidar bem a premissa inicial, pois consegue clarificar alguns pontos da história, ao mesmo tempo que planta mais dúvidas na audiência. Além disso, conseguiu elevar ainda mais o nível de tensão e explorar de forma mais íntima as relações entre as personagens, fazendo-nos torcer mais por elas.

E vocês, já viram? O que acharam deste segundo episódio?

Podem aproveitar para ver ou rever os episódios na televisão, a partir do dia 9 de novembro, na FOX Portugal.

Ana Oliveira