Classificação

6.7
Interpretação
6.2
Argumento
7.2
Realização
7.1
Banda Sonora

CONTÉM SPOILERS.

E mais um episódio desta nossa série. E custa-me dizê-lo: estão a desiludir-me. Para a continuação de uma série que foi cancelada, Tim Kring tinha que ter pensado isto melhor para dar evidência à série. Parece que as histórias continuam demasiado desmontadas de uma realidade comum e ainda não deu para entender nada relativamente à linha que irá guiar a série.

Ainda não deu bem para perceber qual é a intenção da narrativa neste momento. Há uma data de histórias dissipadas pelos vários locais do mundo, desde Noah Bennet e o seu novo sidekick, Miko e Ren, Tommy, Carlos e José, Luke e Joanne Collins, Malina e a sua amiga fantasma, etc., e nenhuma delas está mais perto de se cruzar com outra. Posso estar a ser impaciente, mas para uma série com o historial que já tem Heroes, deviam ter pensado nisso…

Tirando Noah Bennet – que parece ser o único personagem a avançar numa história que faça algum sentido para o fio condutor da série e eventuamente a Malina e a sua amiguxa do Ártico – todos os personagens continuam embrenhados nas suas próprias missões sem conseguirmos perceber qual é o propósito comum entre todos.

Tommy e a sua mãe acordam após o acidente, quando Tommy se apercebe do estado grave da sua mãe e a teletransporta para o hospital mais próximo, onde descobre que ela precisa de um transplante sanguíneo e se voluntaria para um teste ao sangue. Ora, já sabíamos que isto ia dar asneira e, depois de testar o sangue e descobrir que não era compatível com a mãe, Tommy decide dissipar-se até Indiana com a sua nova amiguinha e trazer dois sacos de sangue para a mãe. Ora nisto os testes dele despoletaram um alerta no FBI e Tommy acaba cercado e chantageado pelo agente, que lhe diz que se fugir, a mãe dele não recebe tratamento.

Carlos continua focadíssimo na sua missão de se tornar o próximo El Vengador e decide fazer todo um rebranding à marca e tornar-se afinal o El Campeón. Nisto José continua no seu luto do pai e decide que vai arranjar o carro do avô, uma vez que era algo que supostamente devia fazer com o pai. Carlos apercebe-se e tem uma iluminação do além de que agora o El Campeón tem que ter um Campéon-mobile também (não pode ser só o Batman!). Entretanto José acaba por descobrir que o seu pai era o El Vengador e é apanhado pelo padre ao descobri-lo e finalmente conta a alguém sobre as suas capacidades de EVO. Óbvio, super mau timing, aparece o Paul de Orphan Black – o polícia corrupto, se bem se lembram – e estraga a festa toda e quer logo capturar o padre e José, que consegue fugir.

Miko e Ren estão a caminho dos USA. Com a sua missão de salvar o pai de Miko, seguem em direção à Renautas – com Ren a organizar todo um plano de invasão com os seus seguidores geeks a fazer cosplay em frente à Renautas. Esta ainda é capaz de ser a história mais interessante para mim, mas lá está, está relacionada com Hiro Nakamura e com a sua espada, por isso têm aí a vossa justificação para a minha preferência.

Luke e Joanne Collins neste  momento só têm interesse pela evolução de Luke como um EVO: a forma como ele se está a aperceber de que o estilo de vida que eles levam é errado e está a sentir na pele o que é ser diferente – literalmente, ele aparenta ser o homem-sol –  está a ser muito bem interpretada pelo Zachary Levi. Fiquei feliz por ele se ter separado da história com Joanne, uma vez que a partir de agora pode desenvolver mais o seu personagem como um EVO e ter alguma relevância na história. Esperemos que não me desiludam.

Por fim temos as duas histórias com mais impacto em Heroes Reborn: Noah Bennet e o seu sidekick  e Malina e a sua amiga fantasma.

Noah Bennet  está na sede da Renautas com a sua missão de libertar Molly Walker das garras do EPIC. Consegue recrutar a filha da manda-chuva do EPIC, Taylor, ao apelarem ao amor dela pelo EVO que a mãe raptou lá para os recônditos da Renautas. Quando encontram Molly ela recusa-se a explicar ao Noah o que se passa e suicida-se para impedir o suposto caos de acontecer.

Malina e a sua amiga fantasma também estão numa missão de salvar o mundo. Aparentemente o futuro da humanidade como a conhecemos está nos ombros de Malina. O que quer que isso queira dizer. O certo é que lá com as macacadas delas os EVOs do mundo já começaram a ver a aurora boreal que a Malina manipula. Não percebo a ideia mas também acho que não é para eu perceber agora. Deve ser para perceber mais tarde.

E ficamos na mesma. Nada de novo,  nada que seja completamente de ficar com o queixo caído. Para o episódio estreante que teve, estes dois têm sido um bocadinho uma decepção: desde as histórias todas parecerem peças desencaixadas de um puzzle a fazerem com que nos percamos um pouco nos pormenores de cada história…

Enfim. Continuo sempre à espera que me dêem melhor. Será que vou ter sorte no próximo episódio? E vocês, o que acharam?

Joana Henriques Pereira.