Classificação

9
Interpretação
9
Argumento
8.5
Realização
7.3
Banda Sonora

Contém SPOILERS!

Stalag 14th Virginia foi um daqueles episódios que queríamos nas terceira e quarta temporadas! Embora tenha terminado de forma previsível, tratou-se de um episódio bastante completo e equilibrado no que concerne à construção harmoniosa do desenlace que nos fez sofrer horrores com aquele cliffhanger final. Fico feliz pela TNT ter gerido sabiamente Falling Skies e saber terminar a série na hora certa, planeando o final de forma organizada e recuperando alguma da glória das temporadas iniciais.

Era mais que óbvio que a Capitã Marshall estava relacionada com os espheni e que estava sob o comando de um overlord, aquele que vimos no fim do episódio anterior. Aquele ferimento que não cicatrizava, os segundos em que ela simplesmente desligava, a perseguição aos Mason e, por fim, aquele encontro com o overlord que Weaver matou com o cinto. Marshall, segundo os seus subalternos, mudara nas últimas semanas e estava fria e distante, abrindo a caça aos supostos traidores humanos, provocando a discórdia e a morte de dezenas dos seus camaradas, enfraquecendo assim a resistência humana.

Com os Mason presos, à espera do amanhecer para que se dê a execução, o guião foi criando um cliffhanger em crescendo que, nos minutos finais quase nos levou ao desespero. Mas, como seria de esperar, alguém haveria de manter a cabeça fria e engendrar um plano para libertar os prisioneiros… esse alguém foi o coronel Weaver que, desta vez, substituiu Tom no comando da ação. Após matar o overlord, Weaver voltou à base e começou a recrutar entre aqueles que demonstravam dúvidas em relação à liderança de Marshall. É às mãos de Weaver que ficamos a saber que Marshall morreu numa emboscada de skitters e que foi substituída por um clone! Pois é… mais uma das invenções dos espheni.

Quando os Mason capturados iam ser executados, Anne fez um grande discurso… um daqueles discursos que têm começado a ser proferidos esta temporada… daqueles discursos que ressaltam a humanidade, cujo principal objetivo é deixar-nos com uma lágrima no canto do olho, enquanto a ação é preenchida por uma forte componente emocional. Por sorte, os executores não disparam e Tom, o único a conseguir fugir, irrompe pelo portão principal com a cavalaria da Second Mass. Com Marshall morta e os Mason ilibados, a Second Mass tornou-se numa grande força militar.

Para apimentar a situação, o militar que Anne curou consegue caminhar até ao acampamento de Pope (grande cliché) e revela a sua localização! Teremos guerra! Espanta-me que o nobre Anthony ainda esteja do lado de Pope, que ainda não se tenha cansado da selvajaria que é este grupo. Temos nele um potencial traidor, de forma a aniquilar Pope aquando do confronto com a poderosa e apetrechada Second Mass.

A outra semente libertada para o grande finale floriu quando Ben, contrariando o pai, toca no aparelho comunicador dos Espheni e percebe que os overlords entoam uma espécie de ritual enquanto esperar por uma entidade superior! Cochise diz que tal não era possível… mas grandes desenvolvimentos estão a caminho! E faltam dois episódios para o grandioso finale!

Questões em análise:

  • Conseguirá o pequeno e errático grupo de Pope confrontar a recém-militarizada Second Mass? Embora improvável, parece-me que temos confronto a caminho!
  • Isabella e Maggie tornaram-se aliadas! Maggie volta a revelar o seu amor por Hal, que lhe tresponde com frieza! Que teremos deste quarteto amoroso? Não nos esqueçamos que Ben faz parte desta engenhosa equação.
  • Quem é o ser superior esperado pelos overlords? Será a rainha dos dornian que comunica com Tom? Isso seria confuso! Ou será a criatura que vem no encalço da rainha dos dornian? Estará Tom a ser manipulado pelos overlords e a resistência dos dornian nunca existiu?
  • Que espera pelo grupo em Washington?

Rui André Pereira