Classificação

6.9
Interpretação
7.1
Argumento
7.2
Realização
6.8
Banda Sonora

Atenção: esta review pode conter spoilers!

“Are we mad? I’m afraid so.”

Na passada madrugada de segunda-feira, Batwoman trouxe-nos Mine is a Long and Sad Tale, o quinto episódio desta sua 1.ª temporada.

Neste episódio, reencontramos Alice e Kate quando a primeira leva a nossa Batwoman numa triste e atribulada viagem à sua vida nos dias que seguiram ao seu acidente, ao mesmo tempo que Jacob e Sophie as tentam encontrar. Entretanto, Mary tem uma discussão com Catherine que faz com que parta em direção à Wayne Tower em busca de Kate, onde, em vez da sua irmã, encontra Luke.

Pouco a pouco, Batwoman tem vindo a trazer-nos pequenas peças do grande puzzle que é o passado de Beth e o que a levou a tornar-se em Alice. Ora, se perceber Alice é como montar um puzzle, então ver este episódio é o equivalente a completar todos os lados. Apesar de ainda não sabermos tudo – o que, sinceramente, é de esperar, especialmente tendo em conta que ainda vamos no quinto episódio –, cada vez mais se torna claro que Alice é um produto das circunstâncias em que Beth se encontrou após o acidente que veio a mudar a sua vida. Mine is a Long and Sad Tale faz um excelente trabalho em arranhar a superfície dos horrores pelos quais esta personagem teve que passar para conseguir sobreviver, deixando ainda muito por explorar em episódios futuros.

Foi completamente devastador ver Beth, enquanto criança (interpretada por Ava Sleeth), tomar a decisão de proteger a sua família em vez de tentar escapar, sem nunca perder a esperança de que alguém se aperceberia de que algo de muito errado se passava. Igualmente arrasador foi perceber que Alice continua a pensar que simplesmente desistiram dela, razão pela qual a sua relação com a família parece completamente perdida. O momento em que Jacob aceita que Alice é realmente Beth foi particularmente poderoso e não acredito que a sua filha tenha feito todo aquele teatro simplesmente para o tentar matar. Apesar de ser completamente doida (e de ter agora um amigo que em nada atenua a sua maluquice), Alice não parece estar para além de redenção, pelo que estou bastante curiosa em ver qual o seu futuro na série.

Entretanto, Catherine conta a verdade (ou a sua versão da verdade, isto é) sobre o que realmente aconteceu a Beth à sua filha e, como seria de esperar, Mary não aceita a novidade de braços abertos. Devastada com a situação, parte em busca de Kate para poder pedir desculpas pelo sucedido, mas, em vez disso, Mary (já embriagada) dá de caras com Luke que, podem adivinhar, não aprecia a sua companhia. Ainda que Mary esteja em sofrimento, continua a ser uma das personagens mais engraçadas da série e tenho que admitir que ainda dei umas boas gargalhadas graças a ela. Gosto da maneira como a série vai cortando a sua temática mais séria com cenas mais leves e Mary é a personagem perfeita para tal. Tenho vindo a teorizar que Mary se juntará a Luke na Bat Team e este episódio vem reforçar essa minha suspeita. Acho que as duas personagens têm uma dinâmica interessante e mal posso esperar por ver mais deste duo.

Por fim, Sophie parece cada vez mais perto de ter a certeza de que Kate é a mulher por detrás da máscara. Se já tinha as suas suspeitas antes, então as ações da sua ex-namorada nada fazem em atenuar este sentimento – antes pelo contrário, apenas atiram lenha para a fogueira. Questiono-me qual será o caminho que a série irá levar, em relação a este assunto. Será que Kate irá continuar a negar tudo ou contará a verdade a Sophie? De que forma irá essa decisão afetar o progresso da série? Acredito que, dentro em breve, saberemos.

No geral, mais um fortíssimo episódio de Batwoman, que me continua a surpreender semana após semana. Apesar de estar a adorar a série, preocupo-me se o facto de ter Alice como vilã principal não virá a prejudicar a série no futuro, uma vez que não acho que haverão muitos outros vilões ao nível desta personagem. Só o tempo o dirá, mas, por agora, estou bastante feliz com o que vejo.

Inês Salvado