Classificação

8.7
Interpretação
8.5
Argumento
8.8
Realização
8
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Red dead redemption for two

É mais uma vez dia de “julgamento final” em Arrow e as visitas ao tribunal continuam a trazer uma lufada de ar fresco e originalidade à série, saindo da sua zona de conforto e fazendo um bom trabalho quando decide dar uma de Law & Order.

Após meses a odiarmos tanto Rene Ramirez como Black Siren, ambas as personagens tomam importantes decisões que alteram o rumo da opinião pública sobre elas. São os primeiros passos para a redenção e também o inicio para o restaurar da Team Arrow. O permanecer de Laurel na série e a sua mudança para o lado dos “bonzinhos” cria no entanto um problema de repetição, já que não me parece viável ter na mesma equipa duas personagens exatamente com os mesmo poderes. Black Canary ou Black Siren, qual das duas irá permanecer? Claro que também é possível criar um arco para Laurel paralelo permitindo a coexistência das duas, já que a personagem parece disposta a afastar-se das suas raízes de vilã, mas ainda está longe de poder ser chamada de heroína, ficando ali no meio como anti heroína. Qual é a vossa opinião?

O sucesso do episódio deveu-se também em parte às estrelas convidadas. Tanto ao papel de Catherine Dent como advogada de acusação, depois de a vermos como uma personagem possante em Agents of Shield, aqui ela mantem a forte presença de espirito. E também a curta aparição de Colin Donnell veio não só matar saudades de Tommy Meryln como conseguiu se encaixar na perfeição no arco da história.

John Diggle é Rambo! Muita gente já esperava que o truque de usar Human Target fosse repetido mais uma vez, mas apesar de não ter sido surpresa a maneira como a história se desenrolou conseguiu ainda assim espantar. Percebe-se que Human Target não foi apenas utilizado como um pó mágico para resolver a situação, mas sim enquadrado em toda a situação e pensado sob diversos pontos de vista. Seguimos primeiro a tentativa de resolver a situação de forma jurídica, o que com toda a corrupção e chantagem por parte de Diaz seria sempre impossível. Tivemos as intervenções de Diggle, Rene e o suspense da decisão de Laurel. E quanto a Human Target, a ideia de usar a cara de Tommy e revelar a sua identidade ao mundo é uma forma de mostrar que aprenderam com os erros do passado, quando fizeram de Roy Harper um homem procurado, sem falar que a longo prazo escolher a cara de uma pessoa que já está morta também parece ser ideal para evitar diversas complicações. Para além de todos estes pontos positivos é preciso enfatizar a excelente cena de salvamento de Diggle, que é bem capaz de ter sido o melhor início de um episódio em toda a temporada.

Não tendo sido a primeira vez que Oliver se vê confrontado com problemas em manter a sua identidade secreta, de cada vez parece mais difícil ser convincente e desta foi preciso quase uma temporada inteira para contornar a situação. É um tema recorrente no mundo dos super-heróis, mas que não sendo exageradamente utilizado costuma funcionar bem. Neste caso pode-se dizer que foi uma boa conclusão para o enredo e que tendo tido um final feliz não foi sem a sua boa quota de dores de cabeça.

Um pormenor engraçado diz respeito ao título do episódio que faz referência à 73ª edição da revista More Fun Comics, que saiu na data 11/19/41 e marcou a estreia do super-herói Green Arrow.

“Killing Oliver Queen and everyone he cares about”, e com estas palavras fica a sinopse para o penúltimo episódio desta 6ª temporada, “The Ties That Bind”. Até lá, salvem as vossas cidades!

Emanuel Candeias