Classificação

9.1
Interpretação
9
Argumento
8.4
Realização
8.3
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Not a loser anymore – Crime Lord

Quem é que disse que só os heróis são interessantes? O episódio desta semana leva-nos num dia na vida de um vilão e, apesar de não ser bonito, como não se estava à espera, é certamente impressionante. “The Dragon” mostra-nos Ricardo Diaz como nunca o tínhamos visto antes e leva-nos a uma profundidade incrível no desenvolvimento da personagem. Chegando ao fim até conseguimos simpatizar com ele em alguns níveis e distinguimos nele um vilão negro, violento e único.

Ricardo Diaz, aka The Dragon, e Laurel Lance, aka Black Siren, são os dois grandes protagonistas desta semana e tudo o resto é secundário. Kirk Acevedo é responsável por mais de metade do brilho do episódio e finalmente faz jus às suas habilidades de representação que parecia que iam ser desperdiçadas nesta série. A forma como Diaz opera, as suas ambições, a maneira como o passado o atormenta e até a origem do nickname Dragon são tudo informações que vamos descobrindo como se estivéssemos a folhear o livro da vida do vilão. O papel de Katie Cassidy neste episódio também ganha especial importância de forma a compreendermos de que forma Diaz se distingue da maioria dos vilões impacientes e com uma mente fechada. Diaz e Lance fazem uma dupla surpreendente onde habilidade natural e poderes meta-humanos se fundem numa fórmula perfeita. Acham que Laurel realmente está a trabalhar com Diaz ou está a trabalhar como agente dupla para depois ajudar Quentin?

A introdução do grupo Quadrant foi outro dos pontos positivos, tendo sido muito interessante explorar o mundo do crime organizado ao mais alto nível. Realmente sentiu-se a diferença entre um simples criminoso de rua e os cabecilhas à volta da mesa quadrada, com o poder de moldar o mundo; Diaz trazer para a mesa uma cidade inteira e conseguir rapidamente um lugar entre eles enfatiza o perigo que The Dragon representa.

Costuma-se dizer para os bullies terem cuidado porque no futuro os nerds que eles atormentam irão ser os seus patrões… Bem, Diaz leva esta afirmação a outro nível, avisando que eles também podem virar super-vilões que te vão tirar de casa a meio da noite só para queimar vivo. Damn!

De resto, no episódio, vemos Felicity e Curtis, que fazem as pazes e conseguem chegar a um entendimento de forma a pôr Helix de novo a andar, o que foi um enredo bom para atar umas pontas e, mais importante, vemos o Green Arrow num plano completamente de fundo, o que funcionou na perfeição para realçar o protagonismo de Diaz. A preocupação de Felicity por não saber o estado do seu marido foi um ponto interessante a ser explorado e deu origem a um momento dramático carinhoso com Oliver a reforçar com Felicity a promessa que já tinha feito a William de que iria sempre regressar para junto deles. Fez-me lembrar a promessa que Himura Kenshi fez a Kaoru no anime Samurai X, embora nas OVAs isso não tenha acabado com um final tão feliz. A ver se Oliver e Felicity têm mais sorte!

Arrow parece ter guardado os seus trunfos para o fim e, se assim o foi e continuar a ser, serão boas noticias para nós fãs. A três episódios do final, “Shifting Allegiances” vem-nos dar uma luta de punhos entre Oliver e Diaz. Quem é que acham que ganha? Por muito bom lutador que Diaz seja, a não ser que jogue sujo, acho que não tem qualquer hipótese contra Oliver. Até lá, salvem as vossas cidades!

Emanuel Candeias