A série começa com a apresentação de um militar a despedir-se dos filhos. Sniff. Corta, agora vemos fotos de crianças. Ok. Apercebemo-nos que está um militar em plena batalha no Afeganistão a ver fotos no iPhone. Han?

No primeiro minuto e meio, temos a imagem da guerra no Afeganistão e um sargento, Pete Hill, que deu um soco a um colega por lhe ter negado reforços. Nada de admirar numa série sobre a vida militar, digo eu. O resultado da acção de Pete é este ir direitinho para o campo dos ‘atrasadinhos’, onde os militares passam os dias a tratar de coisas ‘menos importantes’. E isto traça o futuro da série.

Somos apresentados aos irmãos de Pete quando este regressa do Afeganistão – Derrick, o sarcástico, e Randy, o emocional. Claro está que os três irmãos, personagens principais, parecem saídos de um catálogo de modelos.

Vemos durante o episódio Pete a ter ‘ataques’ de superioridade: primeiro acha-se bom demais para estar destacado naquele sítio, depois acha que a missão de que é incumbido é irrelevante (encontrar um cão!), é super arrogante com a sargento Perez, acha que o pelotão de que está encarregue é ridículo, etc etc. Este tipo de comportamento dura até ao fim do episódio – óbvio – para ter uma reviravolta no fim – óbvio – quando o pelotão do sargento Hill e da Perez se juntam para derrotar os italianos, e acabam por perder na mesma (mas a missão de salvar o cão é um sucesso! Ao menos isso!).

Temos os totós, temos a rapariga que provavelmente vai ser o interesse amoroso vai-não-vai-já-foi-volta-a-ser, temos o chefe que é duro com o personagem e o faz perceber que não é superior aos outros que ali estão. O que gostei mais foi da relação familiar que Pete tem com os irmãos, coisa rara de ver nas séries – homens a lidar com sentimentos entre eles, sem estarem bêbados, wow! E aí vemos a faceta mais doce de Pete, quando ele admite que via as fotos dos irmãos enquanto estava no campo de batalha e que preferiu não lhes dizer nada enquanto estava fora por achar que seria mais fácil para eles, se ele morresse. Estou indecisa entre chamar-lhe fofinho ou parvalhão.

Os elementos cómicos da série estão bem conseguidos, as piadas são inteligentes e rápidas, é uma série fácil de acompanhar. Os personagens causam empatia, e já se prevê o romance entre os dois sargentos. Se vou continuar a ver? Eh. Fiquei curiosa sobre como o Sargento Hill se vai adaptar ao pelotão de ‘totós’, e o elenco principal da série é, digamos, apelativo aos olhos. Também aprecio o sarcasmo que usam, dá sempre para dar umas gargalhadas. Por isso sim, provavelmente vou seguir. Mesmo a série sendo um bocadinho previsível, pode ser que surpreenda.

Nota do episódio: 6/10

Daniela B.