Almost Human é uma série policial com uma boa dose de ficção científica à mistura. A história passa-se no ano de 2048 onde todos os polícias de terreno são acompanhados de um androide (ou humanoide). Apesar do crime que ambos combatem, muitas vezes os verdadeiros embates surgem nas divergências entre humanos e máquinas.

John Kennex, após ter ficado às portas da morte depois de ter sido abandonado pelo seu androide, é o rosto dessa contestação. Mas agora faz equipa com um androide diferente dos outros, Dorian.

No campo da ficção científica, há pessoas mais difíceis de agradar. Tipo eu. Normalmente são séries (ou filmes ou até jogos) que dispenso. O irreal não costuma cativar. Mas já andava a acompanhar notícias e vídeos de Almost Human há algum tempo. A história em si, nesta fase, não é nada de extraordinário. Não faltam por aí histórias do género. Mas Almost Human conta com um talentoso elenco e, acima de tudo, com uma equipa de produtores que pelo menos desperta curiosidade em conhecer a série. Na equipa de produção encontram-se, entre outros, nomes sonantes como J. H. Wyman, produtor de Fringe, e J. J. Abrams, produtor de séries como Alias, Lost, Fringe, Person of Interest, Revolution e vários sucessos de cinema, como Star Trek, Mission Impossible, Super 8, etc.

Nesta série as expetativas não foram defraudadas. Apesar da dose de ficção científica, a história está bem trabalhada. A relação de John com o seu androide, Dorian, deixa alguma curiosidade. Há alturas em que se esquece que se tratam de seres distintos. Por outro lado, já deu para reparar que na esquadra irão existir algumas divergências, nomeadamente com o detetive Richard Paul que desaprova a reintegração de John e considera Dorian obsoleto.
Claro que uma série precisa de uma cara bonita. A detetive Valerie Stahl parece ser fã de John e aparentemente, está lá para a causa dele.

Nota: 9/10

Ricardo Almeida