Todos nós temos vícios. O meu são séries de televisão. Vejo muitas, mas todas as que vejo que são baseadas em comic books da DC estão no meu top 15. Já tentei e não consigo reduzir mais.

Para me preparar para este artigo li algumas coisas sobre o Universo DC e não tinha a noção que havia tantas séries sobre estes super-heróis antes sequer de eu ser pensada. Isto para não falar das séries animadas (que não são tanto a minha cena), mas que pelos vistos têm imensos fãs.

Nunca gostei de livros aos quadradinhos, com aqueles bonecos todos e falas minúsculas. Aliás, nem a filmes eu ligava… Eis que não quando Arrow aparece na minha vida. Nem sei bem como. Tenho ideia que estávamos no verão e que tinha uma tese para escrever e a vontade era zero. Sei que estava a fazer scroll no Facebook e que havia um género de um banner que estava constantemente a aparecer no lado direito do meu computador, em verde, e dizia ARROW. E dia após dia aquele banner entrava no meu browser. Só me lembro de pensar: o que é isto?

Mas porque é que precisamos de falar sobre séries do Universo DC? Porque são melhores que as séries do universo Marvel (não querendo começar já aqui uma guerra aberta entre ambos os universos), sendo que exponho uma mera opinião que pouco ou nada vale. Sigo praticamente todas as séries sobre super-heróis, de ambos os universos, e pessoalmente sinto-me mais atraída para aquelas do Universo DC. Se, por exemplo, colocarmos numa balança DC e Marvel, os filmes Marvel são os claros vencedores, mas se a categoria for séries de televisão, DC all the way.

Acredito que haja muita gente com opiniões diferentes, também elas válidas, mas para mim as séries Marvel são too dark, as séries DC acabam sempre por terminar “bem”. Lamechas much? Yup. Mas já há tanta coisa má na vida em geral que as séries acabam por ser um escape, no bom sentido, onde também mostram as partes felizes da vida. Tento que as séries que vejo me transmitam boas emoções, mas claro, também me irritam… Acho que ninguém fica feliz quando a sua personagem favorita morre!

“Clubismos” à parte, o paradigma de ver séries mudou e penso que a CW percebeu isso quando trouxe novamente ao mundo da televisão séries como Arrow ou The Flash. Protagonistas fortes, com uma audiência consolidada e com cada vez mais fãs. O já anunciado fim de Arrow significa agora o fim de uma era, mas que torna possível o rejuvenescimento de outras.

O facto de terem sido pioneiros naquele que foi o maior crossover de sempre acabou por juntar públicos diferentes que possivelmente só seguiriam uma das séries do universo. Ainda há muito para explorar, caminhos para conhecer, universos paralelos que permitem ao espectador viajar para outra dimensão e realidades completamente diferentes das que conhecemos. Acaba por ser uma grande vantagem fazer séries em que nada é realidade, porque no fundo aquele personagem não está mesmo morto ou é possível continuar a contar a sua história num outro cenário completamente diferente do que estávamos habituados a ver.

É fácil de perceber que nem tudo é perfeito e deve haver um princípio, um meio e um fim das coisas, mas sinceramente ainda não me imagino sem Arrow e estou, sem dúvida, a rezar para o spin-off.  Aliás, os fanáticos não devem estar de todo preparados! Arrow despoletou todo este mundo dos comics por que agora me interesso e é por isso que escrevo este artigo: para desabafar! Vou sofrer por não ver o Stephen Amell todas as semanas! Agora fora de brincadeiras, estou a fazer figas para que ele, de vez em quando, faça uma visita nas outras: The Flash, Legends of Tomorrow ou até mesmo Supergirl.

O fim de Gotham, a chegada de Batwoman (que teve direito a introdução no último crossover do Arrowverse) e o lançamento de Black Lightning são outra prova de que resulta, de que este universo veio para ficar no mundo da televisão!

Sei que ainda não foram mencionadas Titans, Krypton ou Doom Patrol, mas destas só vi a 1.ª temporada de Titans, por isso não consigo ter opinião sobre as outras duas. Mas Titans, sim senhor! Nota-se bem que a 1.ª temporada esteve ao nível de Arrow: dark, pancadaria de meia-noite e muitas perguntas sem resposta. Só posso dizer que para mim está no bom caminho!

Margarida Rodrigues Pinhal