Classificação

8.5
Interpretação
8.5
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

A armada invencível de Filipe II de Espanha é derrotada na costa inglesa. O rei espanhol descobre a existência do Ministério do Tempo, mata Salvador e começa a controlar o ministério, voltando atrás no tempo e alterando a história.

Afonso, Amélia e Tiago viajam para 1481 para salvar Vasco da Gama dos mouros. Amélia e Tiago quase se beijam, mas Afonso interrompe-os, pois está furioso por Cristina o ter deixado depois de descobrir a verdade sobre as viagens no tempo.

Depois de salvarem o navegador, a patrulha volta animada para 2016, mas encontra um mundo diferente do que deixaram: Filipe II tem um império espalhado pelo mundo, a população é obrigada a usar uniformes, as mulheres não têm qualquer poder ou valor e é a Inquisição que aplica a justiça.

O maior dos choques é quando a patrulha descobre que Afonso e Tiago são os maiores assassinos da nação e que são casados com Cristina e Mariana, respetivamente. Amélia tenta repor a história, mas acaba capturada e torturada por Filipe II. Tiago e Afonso correm para a salvar depois de decidirem que não querem viver em casamentos sem amor e em que as mulheres os temem.

O paramédico e o cavaleiro assistem à morte de Irene, depois de esta ser acusada de se envolver com uma mulher e são confrontados por Maria dos Prazeres, que é a líder de uma organização rebelde que tem como objetivo retirar o rei do poder.

O grupo de rebeldes, com Tiago e Afonso, cruza-se com Filipe II no corredor das portas. O rei mata Amélia, para desespero de Tiago, e manda disparar sobre o grupo. Os rebeldes morrerem, exceto Tiago, a quem Afonso protege com o próprio corpo. Destroçado, o paramédico chora agarrado ao corpo de Amélia, quando se lembra que ela lhe tinha entregado um bloco com os pormenores de um plano alternativo para os salvar.

Tiago viaja para 1586, dois anos antes de Filipe II descobrir a existência das viagens, e fala com o secretário do Ministério, contando-lhe o que aconteceu e pedindo-lhe para manter segredo sobre as portas e o ministério do rei. Ao regressar a 2016, Tiago encontra uma festa de aniversário surpresa para ele, com todos os membros do ministério de volta. O paramédico abraça todos emocionado, mas procura Amélia, que aparece atrasada. Os dois abraçam-se.

Este sim, foi um final de temporada satisfatório! Pudemos assistir a mais um dos drama de Afonso em adaptar-se às relações do século XXI, principalmente agora que Cristina já sabe a verdade sobre as viagens no tempo. Tiago e Amélia chegaram a um meio termo, até porque o paramédico percebeu finalmente que o verdadeiro problema de Amélia era a vergonha de Tiago saber que ela tinha dormido com Pacino e não o facto de já não sentir nada por ele.

O Filipe II como vilão foi fantástico! A loucura e os extremos a que ele foi para criar um império à sua imagem são surpreendentes! A ideia de um século XXI onde as mulheres ainda ocupam o lugar mais baixo na sociedade, em que os homossexuais são tratados como aberrações e existe um rigor militar em todos os momentos da nossa vida é verdadeiramente assustadora.

Nota máxima para a cena em que os agentes do Ministério são assassinados. Fiquei com lágrimas nos olhos a imaginar como poderiam as minhas personagens favoritas ter morrido e como poderia continuar a história. O desespero e dor de Tiago pela morte de Amélia foram bastante convincentes e mostraram-nos como o paramédico finalmente se libertou do fantasma da falecida mulher.

Ministério do Tempo manteve a magia, que sempre nos surpreendeu, até ao último episódio. Apesar de todas as falhas que se foram verificando ao longo da temporada e que suscitaram as críticas dos mais céticos, esta é uma produção como nunca foi feita em Portugal. Podemos ver que se foi tentando superar as imperfeições e esperamos uma melhoria na próxima temporada. Obrigada e até breve, Ministério do Tempo!

Beatriz Pinto