Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

Hanna é a nova série da Amazon Prime, baseada no filme de 2011 com o mesmo nome. No centro da história temos Hanna, uma rapariga de 15 anos que foi criada no isolamento das florestas gélidas da Finlândia e treinada para sobreviver e matar, pelo seu pai, Erik, após este a ter resgatado de um complexo militar e de Marissa ter morto a sua mãe enquanto perseguia os três. Agora, com Hanna cada vez mais curiosa por descobrir o que há para lá da floresta, Marissa acaba por ser alertada do seu paradeiro, enquanto Hanna percebe e assume o objetivo do seu treino, matar Marissa.

O primeiro episódio segue um ritmo um pouco lento e acaba por cometer o mesmo erro que o filme, que é revelar muito poucos motivos ou propósitos até ao final. No caso do filme, o ritmo acelerado e os acontecimentos rápidos que vão acontecendo perdoam esta falta de motivações ou explicações. Já na série, as motivações e explicações acabam por ser poucas ou nenhumas durante todo este primeiro episódio, estando o foco na fuga inicial de Erik, ao género de descrição interminável e cansativa, e posteriormente no despertar da curiosidade de Hanna, parte esta em que finalmente a série coloca as correntes de neve e deixa de patanhar.

Tenho que admitir que não tenho grande admiração por Joel Kinnaman e este é mais um papel em que a interpretação do ator não passa do mediano. É claro que são inevitáveis as comparações com as performances originais ,e tanto no caso de Esme Creed-Miles (Hanna), como no caso de Mireille Enos (Marissa), acaba por ser um pouco injusto tentar comparar com as interpretações de Saiorse Ronan e Cate Blanchett, que fizeram papéis fenomenais no filme. Ainda assim, a jovem Esme, no papel de Hanna, consegue impressionar pela positiva.

No geral, o piloto peca pelo ritmo lento e pelo fraco desenrolar de história, especialmente no que diz respeito aos porquês do que está a acontecer. Acredito que seja uma estratégia para manter o mistério até daqui a mais uns episódios, mas na minha opinião acaba por enfraquecer o episódio que muitas vezes dita a conquista ou perda do espectador.

Fico na dúvida se a falta de motivações e explicações me afeta mais por ter visto o filme de 2011 e já ter ideia da história ou se ainda afetará mais quem poderá não ter a mínima ideia do porquê de Erik ter resgatado a bebé e o porquê de Marissa andar atrás deles.

De qualquer modo, apesar do ritmo lento e de não me ter conquistado totalmente, considero que a série está com potencial e que poderá ter sucesso aos olhos de muitos espectadores. Mas o piloto não é, de todo, daqueles que prende e nos leva a afirmar “vamos ver a temporada toda!”

Mélanie Costa