Classificação

7.6
Interpretação
7.5
Argumento
7.5
Realização
7.6
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

A semana passada, Grey’s Anatomy trouxe-nos o final da sua 15.ª temporada, o qual chegou na forma de Jump Into The Fog.

Neste episódio – o 25.º desta temporada –, os nossos médicos têm de lidar com várias complicações à medida que o nevoeiro cobre Seattle. Meredith e Alex tentam salvar Gus, enquanto Levi procura ajudar Nico. É esta a sinopse oficial do episódio, mas a verdade é que muito mais aconteceu em Jump Into The Fog.

Seguindo os eventos de Drawn to the Blood e What I Did for Love, este episódio apresenta-nos as consequências das ações dos nossos médicos nos episódios que o precederam, nomeadamente os resultados da decisão de Meredith, Richard, Alex e Andrew.

É precisamente por aqui que pretendo começar esta review. Como já sabemos, estes quatro médicos viram-se no meio de um caso de fraude de seguros quando Meredith tomou a decisão de forjar papéis para que uma paciente sua pudesse receber o tratamento de que necessita (sendo que Alex, Andrew e Richard são culpados por cobrirem o acontecimento).

Ora, neste episódio (e após DeLuca ser preso), os restantes três médicos resolvem ir a Bailey e Catherine, de modo a assumir a responsabilidade pelo acontecimento. Novamente, uma atitude nobre, mas completamente ridícula, que produz resultados pouco recomendáveis. A verdade é que os nossos médicos se habituaram a receber “palmadinhas nas costas” pelos seus erros, mas isso não pode continuar. Acho que era isso que esperavam quando falaram com Bailey, mas, como sabem, não foi o que aconteceu.

Agora, colocam-se as perguntas: como é que este assunto irá ser tratado na próxima temporada? Conseguirão remediar a situação ou será que irão arranjar alternativas? E o que acontecerá com DeLuca?

O futuro de Jo é outro dos aspetos que ficará por esclarecer, até à próxima temporada. Conforme esperado, a cirurgiã finalmente resolveu procurar ajuda médica. Aquilo que não esperava, no entanto (ou, pelo menos, não queria acreditar que acontecesse), era que a médica ficasse no hospital para ser tratada.

Tenho interesse em ver como Grey’s irá abordar a questão. Gostava que a série explorasse o tópico das doenças mentais um pouco mais a fundo, em vez de, por exemplo, fazer um time-jump e, de repente, Jo estar curada.

Por fim, estou seriamente desiludida com a história de Teddy, Koracick e Owen – e, admito, isto deve-se às minhas preferências pessoais e não propriamente à história em si. Logicamente, sabia que Teddy e Owen iam acabar juntos. Há muito que esta relação está a ser trabalhada na série e faz sentido que esta seja a sua conclusão. No entanto, esta última temporada fez-me gostar da relação entre Teddy e Koracick e o facto de este não ser sequer chamado para o nascimento da pequena Allison deixou-me com um travo amargo na boca.

Pessoalmente, acho que Koracick não merece ser tratado desta forma e continuo a acreditar que, apesar de recente, a relação entre Tom e Teddy seria mais interessante do que aquela entre Teddy e Owen. Resta agora saber como Grey’s irá abordar o assunto na próxima temporada – porque Koracick estava pronto para começar a sua vida com Teddy e a bebé e a série tem ainda de lidar com esse assunto.

Posto isto, acho que esta não foi das melhores season finales que Grey’s teve, até hoje. Foi apenas mais um episódio, sem nada de completamente extraordinário a acontecer. Foram introduzidas algumas ideias para a próxima temporada (o cliffhanger do desaparecimento de Jackson, Amelia querer descobrir quem é fora da sua relação com Owen, para além das narrativas já mencionadas), de algum interesse até, mas, no geral, tratou-se de apenas mais um episódio da série.

Para uma próxima temporada, gostava que Grey’s regressasse com mais ousadia do que aquela que tem vindo a mostrar nestas últimas temporadas. Nem todos os episódios podem ser excelentes, é um facto, mas acredito que a série precisa de algo mais se pretende continuar a captar a atenção dos seus espectadores.

Inês Salvado