Classificação

7.5
Interpretação
7.3
Argumento
7.4
Realização
7.6
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

No final desta semana que passou, Grey’s Anatomy trouxe-nos Good Shepherd, o novo episódio desta sua 15.ª temporada.

Neste episódio – o 21.º desta temporada –, Amelia e Link viajam a Nova Iorque para operar um paciente com uma grave deformação na coluna. Os médicos encontram mais problemas do que aqueles que esperavam quando Nancy (Embeth Davidtz), irmã de Amelia, os convida para jantar em sua casa.

Como sabem, este episódio teve como foco Amelia e a sua relação com Link e, de forma mais importante, com a sua família. Sem querer entrar em grandes detalhes, o episódio traz-nos Amelia como a “ovelha negra” da sua família e mostra-nos que, independentemente dos seus feitos tanto na sua vida pessoal como profissional, vê-la-ão sempre a como a rapariga desvairada de 14 anos que conheciam. Good Shepherd faz, também, um bom trabalho em mostrar-nos que Amelia já não é essa pessoa e merece mais mérito do que aquele que lhe é dado.

Por norma, tendo a gostar destes episódios focados principalmente numa só personagem. Good Shepherd não é exceção à regra, mas certamente não será um dos meus episódios preferidos.

Apesar de ver a importância que este episódio teve para Amelia, acho que foi um bocado fraquito. Pessoalmente, Good Shepherd não teve grande sucesso a captar ou manter a minha atenção no seu decorrer. Acho um bocado ridículo o facto de Amelia pressionar Link a fingir ser Owen em vez de lidar logo com a situação (simplesmente, não me parece algo que ela faria) e já sabemos o que sinto em relação aos dois enquanto casal. Para além disso, o episódio pareceu-me um bocado deslocado da restante temporada e história principal, o que também não me agradou.

Ainda assim, adorei o momento em que a nossa Dr.ª Shepherd finalmente se impôs perante as suas irmãs – uma das quais foi interpretada por Amy Acker – e gostei bastante do apoio que Link lhe deu. Valorizo, também, a última cena entre Amelia e a sua mãe e agrada-me que Grey’s tenha dado a entender que a médica não precisa de se dar bem com as suas irmãs apenas porque são parentes. O que realmente fez o episódio, na minha opinião, foi a forma como Caterina Scorsone tem vindo a interpretar a sua personagem, sempre de forma forte e coerente, quando a oportunidade lhe é apresentada.

No geral, Good Shepherd foi um bom episódio que nos trouxe mais algum insight à vida familiar de Amelia e veio, em parte, explicar o porquê de a médica ser como é. Sem dúvida um episódio importante para Amelia, mas nem tanto para Grey’s.

Inês Salvado