Classificação

7.3
Interpretação
7.2
Argumento
7.3
Realização
7.4
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Add It Up é o nome do episódio desta semana de Grey’s Anatomy, que representa o 18º episódio desta 15.ª temporada.

Neste episódio, Maggie apresenta “mood rooms” como abordagens alternativas à medicina tradicional. Alex e DeLuca entram em confronto por causa de uma paciente de 11 anos que tenta sabotar a sua própria cirurgia, enquanto Jackson e Richard lidam com um paciente não-binário. Entretanto, complicações na gravidez de Teddy agravam a tensão entre Owen e Koracick.

Comecemos, então, por falar destes últimos. Pessoalmente, acho que tanto Teddy como Owen tiveram uma absoluta falta de consideração para com Koracick; mas, se a neglicência por parte de Teddy me pareceu inocente, o mesmo não posso dizer sobre a atitude do Dr. Hunt.

Não é segredo nenhum que Owen não gosta de Tom: essa ideia já foi estabelecida e reforçada várias vezes, ao longo desta temporada. Ainda assim, esperava que houvesse o mínimo de compreensão e respeito entre os dois. Nesse departamento, Owen parece-me ser o mais problemático, e até que enfim que foi posto no seu devido lugar. O nosso Dr. Hunt tem que perceber que há limites para tudo e que as suas atitudes não são, de todo, as mais corretas. Sem querer entrar em grandes spoilers, Tom contou-lhe umas verdades que há muito deviam ter sido compreendidas.

Sendo honesta, não tenho qualquer interesse num triângulo amoroso entre estes três personagens porque a minha opinião é final. Todas as relações de Owen falharam devido à sua atitude e ao facto de querer sempre algo mais do que aquilo que tem. Estou um pouco farta da personagem e da falta de progresso que fez ao longo das temporadas, e essa mesma falta de desenvolvimento faz com que não o queira com Teddy (ou qualquer outra personagem).

Já o confronto de DeLuca e Karev pareceu-me fraquinho. Se é verdade que Andrew devia ter respeitado as ordens do seu superior, também é verdade que Alex, preocupado com Jo, ferveu em pouca água. Ainda que tenha gostado bastante da paciente em questão e da sua relação com os médicos, acho que foi dada demasiada importância e tempo à desavença dos dois médicos, tendo em conta a situação.

Mais interessante achei o tópico das questões de identidade de género mas, como tem sido habitual nesta temporada de Grey’s, não lhe foi dado a devida importância. Ainda assim, gostei de ver a representação das diferenças geracionais no que toca a esta questão, com Jackson muito mais aberto em relação a utilizar os pronomes certos do que Richard. Também achei interessante a forma como a série resolveu não demonizar Richard como alguém que não quer mudar, escolhendo, ao invés, explorar a forma como é difícil para alguém de mais idade adaptar-se a novas realidades.

No geral, este não foi um mau episódio de Grey’s Anatomy. Foi, no entanto, um episódio “para encher,” que não trouxe nada de novo ou significativo à história. Felizmente, o próximo episódio parece ser um pouco mais interessante!

Inês Salvado