Classificação

7.2
Interpretação
7.1
Argumento
7.3
Realização
7.4
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Esta semana, Grey’s Anatomy trouxe-nos And Dream Of Sheep, o 17.º episódio desta sua nova temporada que, pouco a pouco, se vai aproximando do seu fim.

Em And Dream Of Sheep, laços familiares são testados quando Carina e Andrew se vêm forçados a confrontar o seu pai. Entretanto, Teddy e Owen trabalham juntos para tentar ajudar um casal e o seu filho por nascer; e Amelia vai a uma conferência sobre métodos alternativos de aliviar a dor.

Ainda neste episódio, Maggie dá uma entrevista sobre a sua vida e carreira, Jackson continua o seu trabalho de pesquisa, Jo faz novas descobertas sobre a sua família e Alex vê-se forçado a tomar decisões difíceis.

“Just because you can, doesn’t mean you should.” Lá porque o podes fazer, não quer dizer que devas. Esta é uma ideia defendida ao longo do episódio, mas uma que Grey’s não parece ser capaz de implementar nas suas próprias narrativas. Lá porque têm milhentas personagens que podem emparelhar de outras tantas maneiras diferentes, não quer dizer que o devam fazer.

Sabem, é claro, a quem me refiro. Na conferência, Amelia, com o seu novo look, dá de caras com Link, que (por acaso) é um dos oradores convidados. De imediato, Grey’s dá a conhecer as suas verdadeiras intenções de vir a juntar ambas as personagens. Já passámos por isto com Meredith e agora repetimos a história com a Dr.ª Shepherd. Grey’s é oficialmente incapaz de deixar que duas personagens de géneros opostos sejam, simplesmente, amigos.

Nunca fui grande fã de Link, é um facto. Na minha opinião, enquanto personagem, destoa um bocado das restantes da série. Ainda assim, não tenho nada contra ele e gostei até da sua história, neste episódio. A temática do uso de drogas para alívio de dores crónicas é um tema importante dos tempos modernos e se há personagem que devia fazer parte dessa conversa começada por Lincoln, essa personagem é Amelia. Gostei do facto de diferentes personagens terem perspetivas tão diferentes sobre o assunto e pareceu-me interessante que Link queira continuar a ajudar pessoas apesar do que aconteceu.

Neste sentido, gostei das cenas entre os dois. Mas acho que não havia qualquer necessidade de fazer desta relação algo mais que puramente platónico. Não percebo qual é a obsessão que Grey’s tem em não deixar as personagens sozinhas, nem por um bocado que seja. Tem sido um dos aspetos de que menos gosto, esta temporada, e ao que tudo indica não mudará tão cedo.

Já as cenas entre a família DeLuca foram um pouco mais interessantes, mas vieram a confirmar as minhas suspeitas. Apesar das suas boas intenções, a atitude e a forma de atuar de Vincenzo não foram, de todo, as mais corretas. Quer concordemos ou não, há protocolos e regras a seguir para proteger os pacientes e o médico simplesmente não quer saber das mesmas. Em termos de história, acho que Alex não deveria ter sido tão rápido a aceitar a sua proposta e, em vez disso, devia ter passado algum tempo a investigar o médico.  Mas percebo o seu lado: realmente, a ideia é de génio. Ainda que o episódio tenha acabado da forma que já sabemos, acho que a história não vai ficar por aqui.

Todas as restantes narrativas foram um pouco secundárias a estas duas. Tudo dá a entender que Jo vá em busca da sua mãe, o que, certamente, levará a grandes desilusões. Foi refrescante revisitar os trabalhos começados no concurso da temporada anterior e esquecidos entretanto. Owen simplesmente não muda e chegou a altura da mãe de Alex regressar a casa.

Em geral, este episódio tentou introduzir novas histórias e concluir outras tantas, mas não foi, de todo, o episódio mais cativante de Grey’s.

Inês Salvado