Classificação

7.5
Interpretação
7.4
Argumento
7.5
Realização
7.4
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Mais uma semana que passou e, com ela, um novo episódio de Grey’s Anatomy. We Didn’t Start The Fire é o nome deste 15.º episódio, que representa um novo marco histórico para a série. Com este episódio, Grey’s torna-se na série médica americana de maior duração de sempre, ultrapassando o record de 331 episódios estabelecido previamente por E.R. (em Portugal, Serviço de Urgência).

Quando Jackson dá uma festa para celebrar a cirurgia de Catherine e aqueles que trabalharam para salvar a sua vida, nada corre como planeado. Ao mesmo tempo, Helen faz uma visita surpresa a Alex e Jo.

Esta sinopse resume de forma muito sucinta o episódio, que acaba por ser muito mais “cheio” do que aquilo que aparenta. Em We Didn’t Start The Fire encontramos de tudo um pouco: desde os problemas de Amelia e Owen ao regresso da mãe de Alex, passando pela relação de Meredith e DeLuca e ainda revisitando o caso de Maggie e a sua bully. Vamos a isto?

Entre as várias narrativas deste episódio, uma das mais importantes é a de Amelia e Owen (e, por associação, Leo e Betty). Sem querer entrar em grandes spoilers, chegou finalmente o momento que os nossos médicos tanto temiam e nenhum deles parece saber lidar com a situação. Como seria de esperar, isto leva a uma maior separação entre os dois. Amelia e Owen passam o episódio a discutir e, na minha opinião pelo menos, torna-se bastante claro que o que quer que seja que havia entre os dois chegou a um fim.

Acho que, a esta altura do campeonato, já todos percebemos que os dois não são o par ideal. Em todos os sentidos, Amelia e Owen são completamente diferentes um do outro, e acredito que está na altura de parar de insistir no assunto. Leo e Betty eram a única coisa a mantê-los juntos (o que, por si só, já não é nada saudável). Agora que estão praticamente fora de cena – à exceção de Leo que, no final do episódio, regressou à custódia do médico – não acho que haja qualquer razão para se voltarem a juntar. Pessoalmente, ainda que Amelia tenha as suas falhas, Owen parece-me ser o grande problema da relação. Por alguma razão, todas as suas relações até agora acabaram da mesma forma…

Falando ainda sobre Owen, a sua insistência em meter o nariz na relação de Teddy e Koracick vai, certamente, acabar mal. Owen, com a sua atitude de “pobre de mim” e “eu é que sei e eu é que mando”, está a afastar todos aqueles que realmente querem saber dele e a verdade é que cada vez menos sinto pena do médico, que pouco a pouco, se tem vindo a tornar numa personagem insuportável.

Outro dos grandes momentos do episódio foi o regresso da mãe de Alex, que surpreendeu o filho ao chegar a Seattle sem qualquer aviso prévio. Claro que isto levou Alex e Jo a assumir que Helen estivesse a passar por algum tipo de surto psicológico, mas ao que tudo indica, este não é o caso. Ainda assim, questiono-me em relação ao porquê de esta personagem regressar agora e quais são os planos que Grey’s tem para a sua presença nestes próximos episódios.

Também de algum interesse foram as conversas entre Catherine e Bailey na limousine. Diverti-me bastante com ambas as personagens e acho que existem algumas lições que todos podemos tirar daquilo que foi dito.

Já as cenas de Maggie irritaram-me um pouco. Mais uma vez, a médica fez um grande alarido sobre uma coisinha de nada. O único aspeto positivo que podemos levar desta narrativa é a lição que Richard partilhou, sobre combater fogo com fogo.

Por fim, a relação entre Meredith e DeLuca continua a ser fofinha, mas sem grande substância. Gostei de ver o par na festa (e sim, sem dúvida alguma que foram eles que começaram o incêndio), mas foi o fim do episódio que mais despertou a minha atenção. O que é que a apresentação desta nova personagem significa para os nossos médicos?

Resta-me apenas dizer que gostei bastante deste novo episódio. Acho que Grey’s estava a precisar de uma mudança de cenário, e este episódio trouxe-lhe isso. Foi bom ver os nossos médicos fora do contexto do costume, sem casos cirúrgicos à mistura. O regresso de personagens que já conhecemos, assim como a chegada de novas personagens também parece vir a refrescar um pouco esta temporada, que tem estado um tanto estagnada já há algum tempo.

Inês Salvado