Classificação

7.4
Interpretação
7.1
Argumento
7.4
Realização
7.8
Banda Sonora

Contém spoilers!

No final da semana passada, Grey’s Anatomy regressou das suas pequenas férias de Natal. Pois é, o hiatus de Inverno desta nossa série chegou a um fim, e esse fim trouxe-nos Shelter from the Storm, o nono episódio desta 15.ª temporada.

Se bem se lembram, Grey’s deixou-nos pendurados na sua mid-season finale. O episódio terminou com os nossos médicos presos em vários elevadores do hospital, de maneira bastante conveniente para o plot. Amelia, Owen e Teddy acabaram juntos, imediatamente após Teddy revelar o seu grande segredo a Owen. Meredith ficou presa com DeLuca (alguém surpreendido?) e, por fim, Bailey teve de se contentar com a companhia de Taryn. O que poderia correr mal?

Como seria de esperar, nem tudo foi um mar de rosas para os nossos médicos e pacientes. Começando por Amelia, Owen e Teddy, as notícias da gravidez de Teddy abalaram um pouco a estabilidade que Amelia e Owen haviam encontrado (e com toda a razão). Pessoalmente, acho que, dadas as circunstâncias, todos os envolvidos tiveram reações apropriadas à notícia. Ainda assim, já estou farta desta narrativa que parece irá continuar a arrastar-se pelo menos até ao final da temporada e não gosto nada que a série esteja a arranjar ainda mais problemas a Owen e Amelia, agora que estavam finalmente numa boa posição.

Mudemos de elevador e falemos agora sobre Meredith e Andrew. Não precisam de ser relembrados do meu desagrado em relação à insistência da série em arranjar um novo interesse amoroso a Meredith, mas devo mencionar novamente que entre os vários candidatos, DeLuca é o meu favorito. Este episódio só veio a reforçar essa minha posição. Ainda que não goste da diferença etária entre as duas personagens, sempre gostei de Andrew e cada vez mais temos vindo a descobrir novas coisas sobre este personagem. O episódio terminou novamente com Meredith numa situação de indecisão, por isso parece que temos aqui outra narrativa que simplesmente se vai continuar a arrastar por tempo indeterminado. É preciso paciência…

Agrada-me, no entanto, que a ansiedade de Bailey continue a ser abordada. Neste episódio, vimos a nossa médica a passar por outro momento de crise, com a pilha de nervos que é Taryn a seu lado. Apesar de estar tudo contra si, Bailey foi capaz de se controlar e ultrapassar o seu momento de crise até se encontrar numa situação onde podia deitar tudo para fora. Gosto do facto de a médica ter por fim explicado a Alex a verdadeira razão por detrás da sua “promoção” a chefe substituto, e gostei ainda mais da implicação que Miranda irá procurar ajuda para o seu problema.

Contrário às minhas expectativas, Grey’s resolveu não abordar de forma mais aprofundada a doença de Catherine, neste episódio. Vemos que, no final, Maggie e Jackson falam com o médico, mas parece que só no próximo episódio é que vamos abordar de forma mais séria o assunto.

Deixando agora os nossos médicos, não posso dar esta review por terminada sem antes lamentar a morte de Cece. Quer queiramos ou não, quando a série tem pacientes que aparecem durante vários episódios, começamos a ficar apegados aos mesmos. Este foi o meu caso com Cece. Apesar de não ter sido a minha paciente preferida, sentia algum carinho por ela e, ainda que não esperasse que ela sobrevivesse (conhecendo Grey’s, pareceu-me pouco provável que a sua história tivesse um final feliz), custou-me vê-la partir.

Por fim, resta-me dizer que este episódio me pareceu um pouco fraco para uma mid-season premiere. Acho que disse o mesmo em relação ao último episódio, mas esta temporada de Grey’s tem-me parecido um pouco fraca em comparação a outras temporadas. Gostava que a série mudasse de ritmo, sem recorrer a narrativas repetidas ou sem qualquer interesse.

Inês Salvado