Classificação

7.4
Interpretação
7.3
Argumento
7.4
Realização
7.5
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Mais uma semana que passou e, com ela, um novo episódio de Grey’s Anatomy que nos traz cada vez mais perto do final desta sua 14.ª temporada. Esta semana, Grey’s trouxe-nos One Day Like This, que se foca principalmente em April, Meredith e Owen.

Começando por este último, Owen segue o conselho de Amelia e parte para a Alemanha para estar com Teddy (uma decisão algo precipitada, na minha opinião). Apesar de estar claramente feliz com a presença de Owen, a nossa Dr.ª Altman não pode evitar questionar-se sobre o porquê de este estar em sua casa, ao que Owen simplesmente responde que acabou a sua relação com Amelia e não há nada no seu caminho. Ainda que isto seja verdade, gera-se uma discussão entre os dois uma vez que Teddy acredita que Owen a tem como segunda escolha. Magoada, Altman acaba mesmo por expulsar o médico da sua casa.

No início do episódio, Meredith dá de caras com Nick Marsh (Scott Speedman), um cirurgião de transplantes que colapsa após uma cirurgia. Meredith não tarda a descobrir que Nick foi recentemente submetido a um transplante de rim, pelo que não devia estar de volta ao trabalho tão cedo. Enquanto a nossa médica faz os possíveis para garantir que Nick não perde o seu rim, os dois têm a oportunidade de se conhecerem um pouco melhor e não demoramos a perceber que é possível que venha a acontecer algo entre Nick e Meredith (ainda para mais tendo em conta que Meredith salva a vida de Nick).

Já a história de April teve mais algum desenvolvimento, neste episódio. Após o seu breakdown em Caught Somewhere In Time, April vê-se forçada a lidar com um paciente que testa a sua crise de fé. Este paciente é Eli Rigler (Saul Rubinek), um rabino que desenvolveu um problema grave como reação aos antibióticos que Bailey lhe havia receitado. Conhecida por NET (necrólise epidérmica tóxica), esta doença levou a que a pele de Eli entrasse em necrose e se começasse a separar. Imediatamente, April pede auxílio a Jackson, que apenas vem a confirmar o quão grave a situação é. Kepner, completamente ciente que Eli não tem muito tempo de vida restante, culpa Bailey pelo sucedido.

April permanece ao lado de Eli enquanto este aguarda a chegada da sua mulher. Ao perceber que há algo que incomoda April, Rigler insiste em saber mais sobre a médica, sob o pretexto de a querer ajudar. Primeiramente, April não se deixa levar pela conversa de Eli, mas acaba por lhe fazer a vontade e conta a Eli sobre as dúvidas que tem sobre a sua fé. Rigler relembra April que ninguém vive uma vida sem experienciar injustiça ou sofrimento e que a fé não seria verdadeira se as pessoas só acreditassem quando tudo corre bem. Afirma ainda que April pode acreditar em Deus ou acreditar que nada faz sentido e que, qualquer que seja a decisão que tome, o que interessa é que seja feliz. Antes de falecer, Rigler pergunta a Kepner se esta é feliz, o que faz com que a médica comece a chorar. Eli percebe a dor que April sente e assegura-lhe que Deus não é indiferente em relação a essa dor.

No final do episódio, April junta-se a Bailey na capela do hospital, onde acende uma vela a Eli. Kepner diz a Bailey que Eli a perdoa e ficamos com a sensação que April percebe que, por vezes, as coisas simplesmente acontecem, sem que possam fazer algo para o mudar.

No geral, apesar de não acontecer muito neste episódio, considero One Day Like This um bom episódio, em especial tendo em conta aquilo que Grey’s nos tem vindo a dar recentemente. Não gostei nada da rapidez com que Owen foi atrás de Teddy, mas achei bastante justa a forma como esta lidou com a situação e concordo com muitas das coisas que Teddy disse a Owen. Já no que toca a Meredith e Nick, fiquei positivamente surpreendida com as suas interações e tenho alguma curiosidade em ver onde isto vai chegar. Finalmente, parece que April voltou um pouco ao normal, neste episódio, pelo que espero que a personagem saia da série em bons termos, em vez de ser despedida por causa do seu comportamento (como, aliás, tenho vindo a recear).

Inês Salvado

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