Classificação

7
Interpretação
7
Argumento
7
Realização
6
Banda Sonora

(Contém Spoilers!)

“It’s the same story told over and over again” O problema de termos tantas séries boas para ver, é que, por vezes, se torna difícil inovar. Especialmente quando se aponta para um formato que já deixou a sua marca há muito na televisão que é o típico policial em que cada caso é um caso. Gone segue assim a vida de Kick, uma rapariga que foi raptada quando era jovem, tendo vivido ainda bastante tempo com o seu raptor. Não tendo ainda explorado muito aqui esta questão quase de síndrome de Estocolmo, em que Kick fica com dúvidas sobre quem é; se Kit, como nasceu originalmente, ou se Betty, como foi batizada pelos seus raptores.

Em adulta, Kick é professora de artes marciais e acaba por se juntar ao FBI para recuperar crianças que tenham sido raptadas. Aqui levanta-se a primeira questão, é que ao contrário de outras séries, em que fica percebido o porquê da personagem que não deveria ali estar, se ter juntado à equipa, aqui não. Por exemplo, em Castle, sendo ele um escritor, conseguiram arranjar uma desculpa credível para que ele se tenha juntado ao FBI. Em Gone, é apenas por ela ter tido a experiência do outro lado, de quem é raptada. Duvido que alguma vez, algo deste género fosse aprovado.

O primeiro caso foi banal, exceto por um pequeno detalhe (e aqui está o único spoiler que será desvendado nesta review), que foi o facto da rapariga raptada ter sido já anteriormente raptada, ou seja, os pais não eram os biológicos. No entanto ela encontrava-se melhor com eles e no final do episódio isso deixou um pouco a sua marca em Kick.

Em suma, é um formato que já vimos muitas vezes, que na minha opinião não conseguiu ter um elemento que se tornasse distintivo. Parece um remake da série Sem Rasto mas só com crianças. Não é mau, atenção. Gostei do episódio, mas não me convenceu a prosseguir. Irei ficar por aqui.

O elenco é aceitável sem ter tido nenhum elemento de destaque nem pela positiva nem pela negativa e, a banda sonora não se faz notar. Confesso que apesar de não ir dar continuidade, pela repetitividade deste formato, até achei o enredo do caso bastante aceitável.

O que é que acharam?

Raul Araújo