Continuamos a trazer curiosidades sobre as tuas séries favoritas e desta vez vamos dar a conhecer-te algumas sobre It’s a Sin:

1. Russell T Davies, o criador, queria fazer uma série que se passasse nos anos 80, durante a crise da SIDA do Reino Unido, e se centrasse em personagens gay que refletissem a sua própria experiência, bem como a dos seus amigos, mas queria também fazê-lo como uma forma de prestar memória à geração cujas vidas se perderam devido à doença. Alguns dos personagens, nomeadamente Jill Baxter (Lydia West), são mesmo inspirados em alguns dos amigos de Davies. A jovem tem um bocadinho de Jill Nalder, que também entra na série, precisamente no papel da mãe de Jill.

2. A série começou a nascer no início de 2015 e Davies procurou fazer um grande trabalho de pesquisa sobre aquela época. No entanto, ao início, foi difícil ‘vender’ a ideia a canais televisivos, devido à temática sensível. A BBC One não quis associar-se à série e o mesmo aconteceu com a ITV e o Channel 4. Contudo, algum tempo depois, tendo o Channel 4 passado por uma grande mudança a nível da equipa, a resposta foi diferente e o canal aceitou ser a ‘casa’ da série, mas com cinco episódios e não oito, como Davies pretendia.

3. Antes de o nome It’s a Sin ter sido escolhido para a série, outros como The Boys, ou simplesmente Boys, foram ponderados. No entanto, devido à série de super-heróis da Amazon, esta ideia foi posta de parte.

4. Nos Estados Unidos, a série está disponível na HBO Max (cá pode ser vista na HBO Portugal) e, ao que tudo indica, isso está relacionado com a participação de Neil Patrick Harris. A HBO queria ver um ator americano bem conhecido do público no elenco.

5. O elenco da série inclui um grande número de artistas assumidamente gay e queer, como Olly Alexander, Stephen Fry, Neil Patrick Harris, Callum Scott Howells, David Carlyle e Nathaniel Hall. Isto não se trata de um acaso, mas sim de uma espécie de posição da parte de Davies, “que queria criar um lugar seguro onde atores gay pudessem aparecer voluntariamente e serem eles próprios”. O criador da série já tinha, inclusive, expressado várias vezes a opinião de que “não acredita que atores hetero devam interpretar personagens gay”.

6. O primeiro episódio foi visto, à hora original de emissão, por 1.6 milhões de pessoas no Channel 4, um marco para uma série estreante e que tinha sido anteriormente atingido por Deadwater Fell. It’s a Sin tornou-se o drama mais bem sucedido dos últimos três anos entre os espectadores dos 16 aos 34 anos no canal, bem como a terceira série mais vista na plataforma All 4, que disponibiliza séries do Channel 4 e não só.

7. A série revelou-se muito importante na consciencialização para a problemática do HIV. A Terrence Higgins Trust, instituição ligada à prevenção do HIV e à saúde sexual, reportou um grande aumento no número de kits de testagem pedidos num dia. O maior número anterior à exibição da série era de 2800 e este aumentou para 8200. O sucesso de It’s a Sin também levou Philip Normal, o Presidente da Câmara de Lambeth, a produzir uma t-shirt comemorativa com o slogan La, alusivo à série. As vendas da t-shirt originaram um valores de 100 mil libras, que foi entregue à Terrence Higgins Trust.

8. No 4.º episódio, Ritchie tem um pequeno papel em Doctor Who, outro dos projetos de Davies, algo que funciona como homenagem a Dursley McLinden, um jovem ator que morreu aos 30 anos, de SIDA, ao que tudo indica. Dursley ficou conhecido sobretudo como ator de teatro, mas em 1988 entrou em quatro episódios de Doctor Who, conhecidos como Remembrance of the Daleks (Part One, Two, Three e Four). Também há uma pequena homenagem a Ian Charleson, ator do filme Chariots of Fire, que morreu com a doença. Na série, é possível ver-se, pendurado na parede de um apartamento, um poster da peça musical Guys and Dolls, na qual Charleson participou.

9. Apesar de a série ser passada em Londres, a maioria das filmagens decorreram em Manchester.

Conhecias alguma destas curiosidades de It’s a Sin?